segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Que bonito é…

Seja uma mulher bonita, seja um filme com efeitos especiais super modernos, seja um filme 3D, seja uma paisagem natural, seja uma paisagem artificial, seja uma grande obra arquitetônica (Dubai que o diga), seja uma pintura que parece mais uma foto, seja a perfeição nos gestos com que o neném imita o pai, seja ser aceito para trabalhar numa empresa de informática de grande porte (Google, Microsoft, Yahoo!, Apple, ...), seja ganhar na Mega-Sena, seja ouvir um grande feito de um amigo, seja ver a tecnologia avançar mais do que nossa cabeça avança, seja ver fotos do universo com suas galáxias, seja uma música belíssima, seja aquele prato delicioso seguido daquela sobremesa deliciosa, ..., seja isso, seja aquilo, e logo entramos num estado de contemplação desse tal objeto dotado de beleza. A beleza é algo que desde sempre encanta o ser humano. Tudo o que é bonito nos deixa boquiabertos, hipnotizados, babando. Entenda-se por objeto aqui como coisas, situações, cenários.

Em nós, o que favorece essa percepção da beleza são os nossos sentidos: visão, paladar, olfato, tato, e audição; mas sobretudo a visão. E mais uma vez não posso evitar de fazer comentários bíblicos, uma vez que entendo que a Bíblia como Palavra de Deus nos educa e nos instrui no mundo moderno também.

O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas”. (Mt 6, 22-23)

Bom forte essa declaração de Jesus, né? Pois bem. Percebemos então que o que o olho deixa passar para o corpo pode deixá-lo iluminado ou em trevas. Algumas coisas são bem fáceis, para nossos olhos, de identificar como boas ou ruins, entretanto o problema mora naquelas que não conseguimos identificar, ou melhor dizendo, naquelas que estão camufladas como boas ou ruins. Existem objetos que são ruins, mas estão camuflados como bons; e existem objetos que são bons, mas estão camuflados como ruins.

Então como somos inclinados à beleza, imagine o problema para o caso de olharmos um objeto ruim que está camuflado como bom. Percebeu?! É um problema mesmo, pois ficaremos boquiabertos, hipnotizados e babando por um objeto ruim, mas ai daquele que nos disser algo contra nosso belo objeto.

Entendeu até aqui? Somos facilmente tomados pela beleza, e uma forma dela nos tomar é pela visão, mas se nossa visão não estiver boa, podemos ver objetos feios como bonitos.

Pronto! Dada essa introdução, venho aqui chamar a atenção para um objeto sempre antigo e muito novo: o sucesso. Ele é para muitas pessoas uma busca constante, uma meta, o significado da felicidade e do prazer. Mas o que poucas pessoas sabem é o sucesso tem outra personalidade. O sucesso é sábio, e está baseado simplesmente nos frutos e não em números; se baseia também em longos prazos e não em imediatismos; e também aceita bem os aplausos, mas não depende deles para viver.

Ele fica muito indignado quando vê pessoas por aí dizendo que o conhecem, mas na verdade não. Na verdade estão falando do arqui-rival dele: o fracasso.

- Eu conheço o sucesso, porque minha empresa empregou 500 pessoas em 5 meses.
- Já eu conheço o sucesso, porque publiquei um livro na Internet e já vendeu 1000 cópias em 1 dia.
- Eu, porém, conheço o sucesso, pois me selecionaram o melhor orador da turma. E quando eu falo eu convenço até jumento querendo mijar a sair do canto.
- Mas eu posso falar que conheço o sucesso, pois quando cantei aquela música todos me aplaudiram.

Olha, eu vou te contar... O sucesso não conhece esse povo, não. Ele diria assim para eles:

- Nesses 5 meses, seus 500 funcionários progrediram no exercício da profissão? E do segundo dia em diante, seu livro continou a ser vendido na taxa média de 1000 cópias diárias? Você sabe dizer por quanto tempo o seu jumento ficará convencido de que ele deve andar ao invés de impacar? Houve aplausos intensos quando você cantou nos outros 364 dias do ano?

Meus queridos, por que comecei falando da beleza? Pois o arqui-inimigo do sucesso, passa horas na clínica de estética para ficar bonito e assim confundir nossa cabeça para pensarmos que ele é o sucesso. Não nos enganemos pelos falsos encantos do fracasso. Não deixemos que nossos olhos nos enganem. Não deixemos que nossos olhos enxerguem o belo em algo feio.

Uma dica do sucesso para nós: olhem várias e incansáveis vezes para o objeto para ver se ele não é o fracasso disfarçado de mim. Ahhh. Ia me esquecendo de dizer que Deus e o sucesso são grandes amigos. Se sua cabeça deu tilt agora, então tá na hora de rever seus conceitos. :)

Essa explicação seguida dessa historinha parece ser besta, mas se você parar pra perceber é exatamente isso o que acontece nesse mundo de hoje.

Abraços.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Corpo de quem?

Olá amigos. Estou aqui pra falar um pouco da indgnação sobre como as pessoas distorcem as palavras para interesse próprio.

Há poucos dias saiu o III Programa Nacional de Direitos Humanos. Um dos pontos é a descriminalização do aborto, ou seja, "apoioar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos". Aí é onde entra meu comentário anterior sobre distorcer as palavras.

Eu quero saber quem foi que disse ao Ministério da Saúde, à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, e ao Ministério da Justiça que a criança que a mulher carrega no ventre é corpo dela? A criança tem seu próprio corpo. O corpo é da criança e não da mulher. Se a mulher quiser mexer no rosto, seios, barriga, braços, pernas, bumbum, dedos, unhas, cabelos, ..., mexa. Mas não tem o direito de interromper a vida de alguém que tem seu próprio corpo e que só não está respirando o mesmo ar que a mulher respira por conta de alguns centímetros de pele.

QUE DIREITOS HUMANOS É ESSE QUE NÃO CONSEGUE ENXERGAR ATRAVÉS DE ALGUNS CENTÍMETROS DE PELE?


Até parece que quem é contra o aborto é insensível às situações que levaram a mulher a engravidar, como: estupro, gravidez indesejada onde os pais não têm condições de manter um filho. Mas não é assim. Há sensibilidade para isso, mas é importante notar que a criança no ventre não tem culpa de nada. Levem os pais + o estuprador + familiares + médicos à frente do juiz. Podem botar culpa em quem quer que seja, mas o único que não vai levar a culpa é a criança. Se ela não tem culpa, por que vai pagar, carregar o fardo, da culpa dos outros?

Não vi até agora explicação plausível que me diga que esse INOCENTE é CORPO DA MULHER. Autonomia sobre seu corpo, a mulher tem, mas sobre o corpo de outra pessoa que (por conta da natureza) está dentro dela, NÃO.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Just Married

Olá. Algumas pessoas pediriam para rever o texto que usei como declaração de amor para minha esposa no meu casamento. Achei que o blog seria um local fácil para aqueles que querem rever o texto. Segue o texto:

"Dom Epaminondas, Frei Aquiles, Pe. Zé Carlos, Mons. Ivônio, muito obrigado pela presença e pelo serviço nesse meu matrimônio com Moema. A presença de vocês aqui tem um significado especial para mim e para Moema. Dom Epaminondas foi quem acompanhou Moema por muito tempo na caminhada cristã. Frei Aquiles foi quem deu a benção do nosso namoro, além de estar perto da Comunidade Católica Nova Berith da qual faço parte e onde conheci Moema. Pe. Zé Carlos foi quem deu a benção do nosso noivado, além de nutrir um carinho especial por nós dois. E Mons. Ivônio que nos acompanhou nessa reta final do noivado e sempre dedicou um tempo especial para nos ouvir, e orientar. Mas muito mais do que isso, saibam que vocês estão aqui principalmente porque faz gosto tê-los conosco. Obrigado!

Caros amigos e familiares, obrigado por atenderem ao nosso convite e se colocarem a disposição dessa celebração numa segunda-feira, véspera de feriado, às 20h. Muito obrigado pelo esforço e carinho que os trouxeram aqui nesta noite. Valeu mesmo!

DEUS É AMOR! DEUS É FIEL! DEUS É AMOR FIEL!

Um dia Deus chegou pra mim e começou a conversar:

- Meu filho! Tenho planos grandiosos para a humanidade. Você me ajuda a executar?
- Eu?! Ajudar o Senhor?! O Senhor pode tudo! Por que iria querer minha ajuda?
- Porque você quer mudar o mundo, filho. E eu também.
- Eis-me aqui, Senhor! Como posso ajudá-lo? Que montanhas deverei mover? Que mares terei que abrir? Que muralhas precisarei derrubar?
- Tá vendo aquela jovem ali?
- Quem?! Moema?!
- Sim.
- Que é que tem?
- Quero que vocês se casem.
- Planos grandiosos... Casamento... Deu TILT.
- Eu a fiz para você e você para ela. Vou por o meu olhar nos seus corações para mostrar-lhes a matestade de minhas obras, a fim de que celebrem a santidade do meu nome.
- Senhor, demos o primeiro passo: estamos namorando. Mais ainda não entendo a execução dos seus planos.
- Que sejam um, é o que eu quero mais.
- Tenho uma reclamação a fazer: ela tem muitos defeitos. Acho que não damos certo. Acho que não dá pra ser um com ela.
- Sabe por que vocês se dão tão bem?
- Não.
- Porque os defeitos dela se encaixam perfeitamente com os seus.
- Eita rasteira. Entendi. Senhor, ela parece que está machucada. Algo estranho! Nunca vi isso acontecer com ela. Senhor, SOCORRO!
- Com muito amor ela ficará curada. Perseverai no meu amor. Se guardardes meus mandamentos, sereis constantes no meu amor. Não desista dela, assim como eu nunca desisti de você. Não esqueça que eu sou AMOR. Não esqueça que eu sou FIEL. Não esqueça que eu sou AMOR FIEL.
- Entre lágrimas afirmo que nunca desistirei dela, porque o Senhor me amou antes.
- Veja! Ela já está ficando boa.
- É verdade! Que bom! Que alegria! Ela está ficando boa novamente.
- Não foram vocês que me escolheram, mas eu que escolhi vocês.
- Falando em escolha, o Senhor disse que tinha um plano grandioso para a humanidade. Não entendi ainda como, casando com Moema, seu plano para a humanidade toda acontecerá.
- Quero que as pessoas olhem para vocês e digam: Vejam como se amam. E mais, que reconheçam que o amor vem de mim. Quero que a vida de vocês seja um testemunho do amor que tenho pela humanidade. Da mesma forma que amo a humanidade, quero que vocês se amem. Da mesma forma como eu me doei em favor da humanidade, quero que você se doem mutuamente. Dessa forma a humanidade entenderá que eu a amo e se voltará para mim, e eu serei seu Deus.
- Hummmm! Espertinho o Senhor! Pois bem, Senhor, quero ser sinal do amor que Tu tens pelos homens e mulheres, amando minha esposa, respeitando minha esposa, ...
- Pera aí, pera aí, pera aí!
- Que houve?!
- Fala olhando pra ela. =)
- Moema! Meu amor! Minha Deli! Quero ser esse sinal que Deus me pede para esse mundo perdido. Quero ser um símbolo de que Deus ama o mundo com todas as pessoas que nele há. Quero ser a luz no fim do túnel para aqueles que perderam a esperança de viver o matrimônio como ele é e deve ser. Quero atender o chamado de Deus te recebendo, por minha esposa e te sendo fiel, amando-te e respeitando-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. Deus nos trouxe até aqui hoje. Demorou mas chegou a hora. Chegamos num marco na nossa história. E o que vem depois desse marco? Não sei! A graça da vida é essa: não saber, mas viver. Só sei que o mesmo Deus que nos trouxe aqui hoje, nos levará para ali (onde Ele quiser) amanhã. E estou muito feliz desse amanhã ser com você.
- Falou pouco, mas falou bem. Continue, pois é LINDO ouvir o amor falar.
- Amor. “Vamos ao pôr-do-sol”, para você “olhar nos meus olhos, esquecer o que passou”. “A minh’alma abrirei” e farei que você “nunca se esqueça, nenhum segundo, que eu tenho o amor maior do mundo”. “Que bom ter-te em minhas mãos e contigo ser um só”. De fato “Deus é capaz de fazer o que prometeu que faria”, e “nem as torrentes das grandes águas conseguirão apagar esse amor”. “Agora somos um do outro, nosso amor foi crescendo aos poucos. Provado na dor. Como o ouro provado no fogo, pra poder se tornar com o tempo um belo tesouro, tão raro no mundo. Sacramento selado por Deus, você e eu”. “Penso em você desde o amanhecer até quando eu me deito”.
- Coisa LINDA. Tinha que ter nascido de mim. =)
- Senhor! Posso pedir uma coisa?
- Com certeza!
- Abençoa-nos e dá-nos força, disposição interior, determinação e enche-nos do Teu amor, para executar esse teu plano.
- Pediu bem. O que é impossível aos homens, é possível a mim. Pedido concedido.
- Ahhh! Pede que tua mãe nos acompanhe e nos proteja também, assim como ela Te acompanhou e Te protegeu também.
- Nada mudou, meu filho. Desde o começo ela esteve com vocês. Agora não será diferente.
- Obrigado, Senhor! Obrigado! Passado tudo isso cheguei à conclusão de que DEUS É AMOR! DEUS É FIEL! DEUS É AMOR FIEL! TE AMO, MEU AMOR!!!"

[]'s
Emerson de Lira Espínola

sábado, 10 de outubro de 2009

Errar tá errado!

Cometer erros é algo inaceitável na nossa sociedade. Embora alguém diga: não é bem assim; na vida real, é. E é mesmo!

Dois exemplos curtos que queria partilhar são: os "famosos" e o passado.

  • FAMOSOS
daqueles que são feitos por nós ou pela mídia como ícones, símbolos, exemplos de perfeição. Esses, pior ainda, não têm o direito de errar. Não pela sua natureza, mas pela nossa exigência. Talvez o que esperamos desses nossos super-heróis seja que eles venham nos salvar desse vale de lágrimas que vivemos nesse mundo. E quando não obtemos essa salvação deles o mundo se acaba. Eles são para nós, os nosso Chapolins! KKKKKKKKKKKKKKKK! É engraçado, mas é verdade. Olhamos para eles com aquele olhar que diz: "Oh! E agora? Quem poderá nos defender?" Eles são nossos escravos. Escravos do nosso mundo perfeito. E quando erram é como se tentassem escapar da nossa senzala. Por isso os colocamos no tronco da nossa dor e damo-lhes chibatadas e mais chibatadas, para que eles não voltem a fazer isso contra nós.

  • PASSADO
Olhar para o passado e condenar os erros, ao invés de olhar o presente e o futuro e ver que os erros foram superados e não são mais cometidos, é uma das coisas que fazemos melhor. Não sei se fazemos isso pra puxar conversa com alguém, se faltou assunto, se por ignorância, ou sei lá o que. Só sei que somos experts nisso. Um exemplo que me lembrei foi de uma entrevista na televisão sobre transplante de de órgãos. Hoje existe uma lei que garante o anonimato das pessoas que receberam órgãos. Ou seja, as famílias que doaram os órgãos não sabem quem os recebeu. Agora, faz de conta que 20 anos depois, chegue algum deputado federal (ou quem quer que seja) e acabe com essa lei, pois ela não faz mais sentido agora seja pela maturidade da população, seja pelo número da população brasileira, seja pelo número de transplantes, whatever. Aposto o que você quiser que 99% do Brasil vai se perguntar: "Quem foi que inventou essa lei? Pra que que serve isso? Tem que acabar mesmo. Esse país só tem leis sem sentido." E por aí vai destilando a sua falta de conhecimento tanto no passado como no presente. O mesmo exemplo pode ser dado se daqui a 50 anos algum deputado (ou quem quer que seja) resolver trazer essa lei de novo.

É uma maneira fácil e cômoda de omitirmos nossa falta de conhecimento, ou, às vezes, de ver o que a fraqueza, erro, debilidade do outro é a mesma fraqueza, erro, debilidade nossa.

Termino com um texto de um cara da minha área. Um EXEMPLO da minha área. Seu nome é Karl E. Wiegers. Seu CV pode ser lido no final do texto. Ele diz assim: "No matter how skilled or experienced I am as a software developer, requirements writer, project planner, tester, or book author, I'm going to make mistakes. There is nothing wrong with making mistakes; it is part of what makes us human. Catching the errors early, however, before they become difficult to find and expensive to correct, is very important. A peer review program is a vital component of any quality software development effort, yet too few software professionals have had the experience or training necessary to implement peer reviews successfully." Ah, se todos nós olhassemos os erros dos outros assim. Esse texto pode-se se aplicar a qualquer outra área de conhecimento. Vejo isso como uma meta para a humanidade, o ideal. Não alcançamos esse ponto ainda, mas espero que com a graça de Deus, a humanidade desfrute dos bens que essa maturidade nos proporciona.

Antes que você diga que isso é um texto "romântico" ou "utópico", eu digo que "para compreender os segredos da perfeição é preciso ser pobre de espírito" (Dra. Santa Teresinha do Menino Jesus).

[]'s
Emerson de Lira Espínola

PS: Gostaria de trabalhar com esse Karl Wiegers pra ver se ele é assim mesmo. Agora, aí dele se ele não fizesse isso o que disse pelo menos uma vez.


Karl E. Wiegers, Ph.D., is Principal Consultant with Process Impact, a software process consulting and education company. He previously spent eighteen years at Eastman Kodak Company, where he held positions as a software applications developer, software manager, and software process and quality improvement leader. Karl has been participating in and leading software peer reviews throughout his extensive career.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Não julgue tão rápido!

Olá a todos!

Eis aqui uma postagem que não necessariamente se detém às palavras de Cristo: "Não julgueis, e não sereis julgados!" (Mt 7, 1), vista erroneamente por muitos como algo a ser vivido só dentro da Igreja, mas tenta trazê-las para a realidade, o dia-a-dia.

Nosso cérebro funciona como reconhecedor de padrões. Desde crianças somos apresentados constatemente a padrões e mais padrões, os quais podem se complementar, conectar e se identificar, como também podem se repelir e se contradizer.

Exemplo disso está nas figuras abaixo. Memorize a sua primeira (eu disse PRIMEIRA) impressão das imagens que você vai ver.

Homem mexendo em algo debaixo da toalha da cabeleireira.

Mulher semi-despida sentada no cólo de um homem dentro de um avião.

Homem dando dinheiro para uma menina no momento que os policias chegam.

Homem dizendo: "Agora eu matei ele" quando a esposa e a filha do paciente chegam.

Homem com a mão no bolso do casaco dizendo: "Você está sendo roubado".

Homem segurando um gato e uma faca, com mancha de sangue no chão.

Seu amigo recebendo a carteira esquecida do dono dessa vídeo locadora.

Homem aguarrando uma morena por trás.

Homem atencioso assistindo ao coito de dois ursos.

Homem com marcas de bikinis.

Homem que come o que o cachorro deixou evacuar.

Susan Boyle achando que canta alguma coisa.


Agora acesse os vídeos do youtube nos seguintes endereços:

http://www.youtube.com/watch?v=Pgj1A8FY3wI&NR=1

http://www.youtube.com/watch?v=C8Keo97K9cs
http://www.youtube.com/watch?v=lQeoCNDh0lc&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=toxQZKFHnH4
http://www.youtube.com/watch?v=YxuIzMwi9Eo


Aposto que (quase) nenhum dos vídeos que você viu era o que você tinha pensado PRIMEIRO ao ver as imagens antes. Por quê? Simples, porque você não viu o suficiente.

Existe um método chamado: "VER - JULGAR - AGIR", que funciona da seguinte forma: quanto mais você , mais seu JULGAMENTO fica apurado e com bases, para que você possa tomar as AÇÕES e atitudes mais corretas. Se você pouco, é bem provável que seu JULGAMENTO seja pobre, e em consequência suas AÇÕES sejam erradas ou pouco eficazes.

Mas voltando para as imagens... Falei que sua primeira impressão provavelmente não foi o que o que você viu no vídeo. E digo mais, quando você leu o que eu escrevi sobre cada imagem, sua impressão pode ter mudado também. Ou seja, ou posso ter induzido você no que você estava vendo, me tornando assim um agente "enviesador" (se é que existe essa palavra).

Onde eu quero chegar com isso tudo? Quero dizer que diante de uma cena que vemos, emitimos um julgamento, esse julgamento pode ser tanto ajudado como atrapalhado por um agente enviesador, e nossas ações, além de outras coisas, podem contribuir para sermos agentes enviesadores, seja positiva ou negativamente, na vida de outras pessoas. Para tudo existe um contexto, e se não estivermos alinhados com o contexto presente (de cada situação), veremos pouco, julgaremos errado, e agiremos errado.

Isso serve para cada situação do nosso santo dia, desde a hora em que acordamos até a hora em que dormimos. Todas as situações: colega de trabalho que está enrolando, pai que te deu um grito, motorista de ônibus que não parou na parada de ônibus que você pediu, alguém que te pede carona, alguém que não te dá carona, um ídolo que falha, seu time que não ganha, o garçom que demora com o seu pedido, alguém que não te dá "bom dia" no condomínio, alguém que ensina algo errado para uma criança, ..., e por aí vai uma infinidade de situações que nos envolvem todos os dias das nossas vidas. Cada situação dessas tem um contexto. Um exemplo é o telefone sem fio: Uma frase dita por uma pessoa, num contexto, mas passada adiante em outro contexto, causa um desentendimento.

A mídia é craque em enviesar nossa visão, e por consequência, mudar nossos julgamentos e nossas ações. Um exemplo foi, no aniversário de um amigo meu, o que o seu cunhado falou : "A televisão só diz que o agricultor nordestino tá triste e arruinado por causa das chuvas. Eu sou caminhoneiro, e eu ando esse país todo. Conheço bem o nordeste. E por onde eu ando, vejo o agricultor feliz. A televisão mostra o que quer pra chamar sua atenção, mostra o que dá ibope". Precisamos ler mais e mantermo-nos mais informados, pois só assim a mídia terá uma postura diferente com relação a nós. Ela também age assim, porque aceitamos assim.

Enfim, procuremos nos informar e estar mais por dentro dos contextos, para que possamos ver melhor o mundo em que vivemos, para assim emitirmos melhores julgamentos a respeito dele e de nós mesmos, e desta forma agirmos com mais eficácia e eficiência para mudá-lo começando em nós. Isso quer dizer que os erros do mundo vão se acabar? O ingênuo pensaria que sim, mas o prudente vê que eles diminuirão. Esquivando-se de ver melhor, de ver com outros olhos, de dar direito de defesa, corremos um sério risco de cometermos grandes, mas grandes, injustiças.

Então peço o viés de Jesus: "Não julgueis, e não sereis julgados! Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos. Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão" (Mt 7, 1 - 5). Que Ele se torne para nós o agente enviesador que falei.

[]'s

domingo, 3 de maio de 2009

Fé, Razão e Emoção

Fé e Razão: - Nos dias de hoje a Razão é vista como sinônimo de Equilíbrio, na mesma medida que a Fé é vista como Alienação. O que quero dizer com isso? Se você é bem racional, e a Razão é o que guia sua vida, então você é equilibrado, referência, sábio, bem visto; ao passo que se você é uma pessoa que acredita no que não vê, e que se deixa inspirar pela Fé, então você é visto como alienado, alguém fraco de mente e de espírito, alguém que vive num mundo de fantasias, alguém fora da realidade, e que se deixa levar por qualquer um (estilo Maria vai com as outras). Há uma supervalorização da Razão em detrimento da Fé. Há quem diga que Fé e Razão são coisas antagônicas, e que não podem conviver juntas, mas ao contrário se repelem quanto maior for sua intensidade, assim como cargas de mesma polaridade. Ou seja, você pode ter Fé (e olhe lá), contanto que ela não atrapalhe a Razão.

Emoção: - Só posso dizer uma coisa: "Ridículo!" Dá vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo. Mas vamos lá...

Razão: - Eu sou muito seletivo nas referências que leio e não é qualquer uma dessas sem vivência e experiência que eu escuto ou dou crédito. Geralmente essas pessoas não viveram quase nada da própria vida e nem da vida da humanidade. Prefiro a referência dos mais antigos e sábios. Quanto mais velho, mais sábio, pois supõe-se que a pessoa já passou por muitos problemas e já viu muita coisa. Conheço uma pessoa de 2000 anos. Acho que vou perguntar a ela. A Fé explica esse relacionamento entre mim e ela.

: - Obrigada pela confiança! Resumidamente o texto do Papa João Paulo II - Fides et ratio - aos Bispos da Igreja Católica sobre as relações entre Fé e Razão em 1998 diz: "A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio (cf. Ex 33, 18; Sal 2726, 8-9; 6362, 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2)."

Razão: - Sabe tudo!

: - Um pássaro não consegue voar perfeitamente com uma asa só, seja ela a esquerda ou a direita, e se conseguir voar, com certeza não alcançará seus objetivos de pássaro. Um pássaro só vai ao mais alto do céu com duas asas; ele só consegue se alimentar com duas asas; ele só consegue fugir dos perigos com duas asas; resumindo só sobreviverá com duas asas. Se lhe faltar uma das asas, sua vida não será completa, e ele sempre sentirá falta dessa asa ausente. Ou seja, ignorar seja a Fé, seja a Razão, é deixar passar a felicidade completa na própria vida.

Razão: - É extremanente lógico esse seu raciocínio! Fale mais.

: - Nove anos depois, em 2007, o Papa Bento XVI ratifica a carta de João Paulo II quando assegurou que a "Igreja promove a pesquisa científica" ao receber em audiência os participantes do curso de verão do Observatório Astronômico Vaticano. E se despediu dizendo que «nestes dias, encontreis consolo espiritual no estudo das estrelas, que 'brilham alegres para seu Criador', como diz o profeta Baruc (3, 34). Já pensou? Consolo espiritual na ciência? É algo para o homem moderno pensar.

Razão: - Caramba! Como tem gente burra que se acha inteligente nesse mundo! Tem algo no Catecismo que fale sobre o assunto?

: - Tem sim! Lá diz que "Embora a fé supere a razão"...

Razão: - Como assim "a Fé supera a Razão"? Você me supera?

: - Sim, pois vou até onde você não consegue ir, mas isso não quer dizer que não precise de você. Deixa eu continuar com o que o Cateciscmo fala: "... não poderá nunca existir contradição entre a fé e a ciência porque ambas têm origem em Deus. É o mesmo Deus que dá ao homem seja a luz da razão seja a luz da fé".

Razão: - Ahhh tá! Entendi. Gostaria de acrescentar o que Santo Agostinho diz sobre isso: "Crê para compreender: compreende para crer". Sábio Agostinho. Por isso dou credibilidade aos mais sábios e antigos. Tem muita gente nova que não fala nada com nada, que acha que está abalando, mas na verdade só está sendo levado pela própria Emoção. E por falar em Emoção, cadê ela que mal falou?

Emoção: Eu tô aqui. Tava só ouvindo e concordando com vocês. Tô bem. Tô na paz. Acho que foi por isso que o papo de vocês fluiu. Hehehehehe!

Razão: - É verdade! Quando a Emoção está virada, ela acaba botando você contra mim, não é mesmo, Fé?!

: - É verdade! Talvez seja por isso que o mundo queira me ver bem longe de você, Razão! Pois se deixou levar pela Emoção e tomou (e continua tomando) atitudes que desagradam a Deus e aos homens.

Emoção: Sou parte do homem. Todo homem tem sensibilidade. Não dá para me tirar da vida dos homens. Sei que atrapalho quando estou perturbada, mas acreditem em mim, não faço de propósito. Simplesmente minhas estruturas se abalam e acabo afetando vocês. Peço encarecidamente que me entendam, me perdoem, e procurem não dar muito ouvidos aos meus xiliques. Se acharem melhor pararem e darem um tempo antes de continuarem a conversa de vocês, façam isso, para que eu não influencie negativamente nos resultados dessa união entre vocês, para que eu não seja subtração onde devo ser soma na vida de vocês. Afinal quanto mais vocês estiverem de bem, mais eu estarei bem, e mais estaremos todos nós juntos de Deus, criador de todas as coisas, inclusive nosso.

Razão: - Eu te entendo! Relaxa! :)

: - Eu te perdou! Fica em Paz! :)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dados duplicados? Não se preocupe! Eles vão ficar inconsistentes.

Existem regras do polegar para várias áreas e vários assuntos nesse mundo. Por exemplo:

Computação: O número de bugs de um programa é aproximadamente proporcional ao seu tamanho (em linhas de código).
Educação Física: Setenta calorias são queimadas por milha, não importa a velocidade.
Moda: Se uma pessoa está mau vestida, você percebe suas roupas. Se uma pessoa está impecavelmente bem vestida, você nota a pessoa.

Tem até site especializado nisso: http://www.rulesofthumb.org/.

Mas por que falei isso? Porque essa postagem traz mais uma dessas regras (pelo menos para mim). E que regra é essa? O título irônico dessa postagem é a regra propriamente dita, isto é:

"Se seus dados estão duplicados, eles ficarão inconsistentes em algum momento".

Naturalmente associamos essa regra à área da Computação. É normal. E uma das preocupações da sua sub-área, Banco de Dados, é justamente essa duplicação de dados versus inconsistência. Daí Banco de Dados nos beneficia com suas regras para remover essa duplicidade de dados (conhecida como regras de normalização).

Todavia tenho percebido que essa regra se faz verdade em muitas áreas da nossa vida. Quem nunca começou a escrever algo num caderno e terminou de escrever no computador, mas depois não sabia qual anotação era a mais atualizada? Quem nunca pensou em levar zilhões de documentos de identicação para um cadastro e chengando lá viu que seu nome, telefone ou endereço está um pouco diferente de documento para documento, por conta de um erro de digitação? Quantas vezes você combinou "uma saída" com duas pessoas e mais tarde essas duas pessoas combinaram outra coisa entre elas (embora incluindo você), e no final quando você vai convidar mais pessoas para sair, você ouve a seguinte frase: fulano já me falou disso, MAS não era bem assim que ele combinou comigo.

Um caso da vida real: certa vez uns amigos meus marcaram uma reunião e sairam espalhando para todo mundo o dia e hora. Até que chegou aos meus ouvidos o convite para o dia X e a hora Y. Acontece que, os que organizavam a reunião reagendaram a mesma para o dia Z e a hora W, mas não passaram a informação para os outros. Resultado me programei para o dia X e a hora Y. Ao se aproximar o dia X, tento confimar a data e hora do evento e vejo que se eu aparecesse nesse dia, o grilinho solitário iria cantar.

Enfim, duplicação de informação no nosso dia-a-dia é fatal para atrasarmos compromissos, perdermos eventos, fazermos trabalhos errados, etc. Será que dá para você e eu aplicarmos regras de normalização no nosso dia-a-dia? Acredito que sim! Se não me chamarem de louco eu posso até tentar.