sábado, 13 de março de 2010

Produtividade e dinheiro, INIMIGOS?

Joãozinho é aquele menino das piadas brasileiras que sempre apronta uma presepada com a sua Professora. Hoje vamos ver o dia em que Joãozinho tirou um 10 bem grande, a sua primeira nota 10. :)

P: Joãozinho! Me responda uma coisa!
J: Diga, Professora.
P: Quais são as vantagens de ser produtivo no trabalho?
J: Nenhuma, Professora.
P: Como assim: nenhuma?!
J: Veja bem. Hoje as empresas demandam que os seus funcionários sejam produtivos, ou seja, fazer suas atividades em menos tempo, antes do prazo, para surpreender o cliente...
P: Isso me lembra a história de um navio transatlântico que se chocou com um iceberg no Oceano Atlântico e lá afundou. Eles queriam impressionar a imprensa nova-iorquina ancorando em Nova Iorque antes do programado.
J: É por aí, Professora. É por aí.
P: Mas continue. Estou acompanhando seu raciocínio.
J: Pois bem. Entretanto muitas dessas empresas não sabem o que fazer com o horário restante desse funcionário produtivo.
P: Sério? Acho que estou por fora disso.
J: Sério. E o pior não é nem isso. O pior é que essas empresas mandam o cara pra casa, mas não abonam as horas restantes para a jornada de trabalho desses seres produtivos.
P: Por quê?
J: Sabe como é, né? Nesses tempos de crise, o que se puder fazer pra não gastar dinheiro, eles fazem.
P: Mas, Joãozinho, se o cidadão trabalhar as suas horas normais da jornada de trabalho diária, eles não vão ter que pagar de todo jeito?
J: Sim, Professora. Mas como eu disse, se há qualquer desculpa para não gastar dinheiro, elas vão se agarrar nessa desculpa com toda força e acreditar, como nunca, nessa divindade.
P: Jesus Cristo, salvai-nos!
J: Pois é!
P: Entendi, Joãozinho! Acho que você está certo.
J: Calma! Eu não acabei ainda.
P: Diga.
J: Digamos que um funcionário tem um salário de R$ 9.600,00 e sua jornada de trabalho seja de 8h/dia.
P: Só não sou eu, né, Joãozinho, pois sou professora.
J: De fato não é a senhora, Professora. :)
P: Mas continue.
J: Com um salário desses, o valor da hora desse indivíduo é de R$ 40,00.
P: Que cálculo foi esse Joãozinho?
J: Professora, a senhora está ruim de Matemática, viu?
P: Mais respeito, Joãozinho! Mais respeito!
J: R$ 9.600,00 dividido por 30 dias do mês, dá R$ 320,00 por dia. Dividindo R$ 320,00 por 8h por dia, corta dia com dia, daí a unidade vai ser R$ / h, e 320 / 84, resto 0, desce o 0, 4 e 0 é 40. Logo R$ 40,00 / h.
P: Nossa Joãozinho, você andou estudando por aí? Porque aqui na sala de aula você tem sido uma negação esses anos todos.
J: Mais respeito, Professora! Mais respeito!
P: Ok. Continue seu raciocínio. O valor da hora do sujeito é R$ 40,00.
J: Então, chega um belo dia em que ele consegue ser produtivo e economiza 1h nesse dia. A empresa chega para ele e diz: "Pegue essa hora e coloque no MEU banco de horas". Não fala, obviamente, que essa hora será negativa no banco de horas do cidadão, e positiva no banco de horas da empresa. É aquela história de Método das Partidas Dobradas ou Método Veneziano, sabe?
P: Hããã?
J: Se eu te dou R$ 1,00, você não ganhou ele, mas tá me devendo R$ 1,00. Eu sou credor e você devedora.
P: Tá, acho que entendi. Continue.
J: Pois bem. Sendo assim, o senhor produtivo pensa que está ganhando 1h, mas no fundo está devendo 1h à empresa. Convertendo em reais, ele está devendo R$ 40,00 à empresa e a empresa possui um crédito de R$ 40,00 em relação a ele.
P: É verdade. Nem tinha pensado nisso. Continue.
J: Daí, no dia seguinte, ele já pegou o macete do dia anterior e consegue terminar tudo em 7h. E novamente a empresa o manda para casa. E isso se repete por uma semana, que tem 5 dias úteis. Quanto o senhor produtivo vai estar devendo à empresa?
P: R$ 200,00.
J: Aleluia! Pensei que num ia acertar uma.
P: É o que, Joãozinho?
J: Nada! :) Deixa eu terminar.
P: Hummm!
J: Acontece que, na outra semana, apareceram mais atividades para esse indivíduo realizar e, mesmo usando o macete da semana anterior, ele não consegue realizar o dia em 7h e nem em 8h, verificando que precisa de pelo menos 1h a mais.
P: Ou seja, se não usasse o macete, ele precisaria de mais 2h no dia, e o macete que ele usou continua ajudando ele a fazer mais coisas em menos tempo.
J: Sim. Então ele chega para a empresa e diz: "Olha, tem algum problema em me pagar hora extra se eu precisar de mais 1h de trabalho hoje?". A empresa olha assim e diz: "Nenhum problema, você está me devendo 5h das semana passada. Pode abater essa 1h de hoje dessa dívida". Ora! Como assim, DEVENDO?! O funcionário ajudou a empresa a ganhar tempo nas atividades, logo ajudou a empresa a ganhar dinheiro também. Mas na hora dele ganhar dinheiro, ele simplesmente perde tempo, perde de estar com a família, com amigos, com outras atividades extra-classe (por assim dizer).
P: É verdade, Joãozinho. Se eu for produtiva aqui na escola, a escola ganha, mas eu não.
J: Fora que depois de um tempo alguém da empresa (que não sabe nada da realidade de trabalho daquele funcionário) vai chegar para o indivíduo e perguntar: "POR QUE SEU BANCO DE HORAS ESTÁ TÃO NEGATIVO? VOCÊ NÃO ESTÁ TRABALHANDO AS 8H DIÁRIAS?". E isso sem olhar o banco de horas da empresa que está parrudo de positivo.
P: A empresa bem que podia se perguntar: "O que posso fazer com essas horas positivas no meu banco?". E a partir daí, dar mais incentivos de pesquisa, desenvolvimento ou até mesmo lazer, por que não, né?
J: Pois é, Professora. Penso assim também. Agora pense no seguinte caso: Esse indivíduo não foi produtivo naquela semana anterior (esqueça o macete), mas conseguiu fazer tudo nas suas 8h diárias, na próxima semana ele vai precisar trabalhar 2h a mais por dia, pois como vimos o trabalho aumentou, logo terá 10h a mais no último dia da semana, e 10h a mais para ele são, nada mais nada menos, que R$ 400,00 no bolso.
P: Caramba! Você é um gênio, Joãozinho!
J: Daí eu pergunto: o que é melhor, dever R$ 200,00 ou ganhar R$ 400,00?
P: Nem precisa responder, Joãozinho. Hoje você deu um show de história, economia, matemática, lógica, psicologia, e mundo corporativo.
J: Obrigado, Professora!
P: Eu é quem agradeço. Hoje você vai ganhar um 10 bem bonito.
J: Calma aí.
P: Que foi?
J: A senhora vai me dar, me dar mesmo ou vai guardar no banco de notas da senhora?
P: JOÃOZINHOOOO!!!
J: Porque aí já viu, né, Professora? Se eu precisar de uma nota em outra matéria, e a senhora virar pra mim e disser: "Pode abater daquele 10 bem bonito".
P: Joãozinho! Menos, menos, menos!
J: Sei lá, não sei como é que funciona o colégio quanto a isso!
P: Pronto. Estou te dando o 10 mesmo. Nada vai ser abatido dele.
J: Amém. Aleluia. Até que enfim uma. :)

E foi assim que Joãozinho tirou o seu primeiro 10 na história das suas piadas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A história da Garça Branca

No caminho para o local onde costumar almoçar, eu sempre passava por uma ponte que ventava muito. Certo dia passando pela ponte, pude observar a luta desigual de uma garça branca com o vento. A garça queria passar a ponte, mas o vento parecia não deixar. Ambos faziam tanta força que a garça, por alguns segundos, parecia parada, paralizada, imóvel, planando no ar.

Eu comecei a torcer pela garça, para que ela passasse a ponte vencendo o vento. Porém a garça branca se rendeu e o vento, como parecia, fez seu trabalho de não deixá-la passar. Mas para quem olhava com um olhar mais esperansoso, podia perceber algo estranho no movimento da garça, pois ela estava voltando. Sim! Ela não desistiu do seu objetivo.

Ela simplesmente deixou que o vento a levasse para ganhar velocidade. Em seguida dobrou à esquerda, e veio com mais velocidade enfrentou o vento novamente, o qual dessa vez parecia ter sido pego de surpresa pela garça branca. Sem chances para o vento, que só podia ver a garça passar por cima dele e, assim, atingir seu objetivo: cruzar a ponte.

Essa história parece aqueles emails que a gente recebe em PPT ou PPS, com uma musiquinha no fundo bem melosa, e no final aparece os créditos da música, do texto, do criador dos slides, não é verdade? Mas para mim, aquilo foi real. Tantas coisas na nossa vida nós queremos agora ou nunca literalmente. Se não for AGORA, será NUNCA! Somos muito orgulhosos para dizer que não conseguimos (esse mundo em que vivemos insiste em nos educar assim); para dizer que agora não deu, mas vai dar depois. Não continuamos tendo esperança de cruzar as pontes que passam na nossa vida, quando o mundo nos mostra barreiras e mais barreiras. Pior é quando sentimos que nada anda (assim como a garça). Mas olha, só não andava porque ela tava fazendo força contrária ao vento. Se ela simplesmente se deixasse vencer pelo vento, fatalmente ela cairia no rio sujo que passa por debaixo da ponte.

Se por um lado isso é historinha de uma garça branca que cruzou a ponte, por outro lado isso é muito sério na nossa vida. Não podemos nos render aos caprichos desse mundo, pois esse sentimento de derrota pode nos invadir em todas as áreas da nossa vida. E aqui vai um recadinho: "Não vos conformeis com este mundo" (Rm 12, 2). Ou seja, não entremos em conformidade com ele, que a nossa forma não seja a mesma dele, que o nosso formato não seja o mesmo dele, que não sejamos confundidos com ele.

"NUNCA FOI TÃO DIFÍCIL como hoje defender Cristo, o Evangelho e a Sua Santa Igreja, pois o chamado “politicamente correto” é exatamente uma vivência de valores anticristãos (aprovação de casamentos gays, aborto, pílula abortiva do dia seguinte, eutanásia, bebê de proveta, manipulação genética de embriões, “produção independente” de filhos sem casamento, etc.). Campeia a imoralidade no meio de nós; o pecado é chamado de virtude e o vício é legalizado como um bem.

COMO UM ROLO COMPRESSOR movido pela mídia, os falsos valores vão invadindo os nossos lares e escolas, criando uma cultura neo-pagã e anti-cristã, deformando a educação das crianças e dos jovens. É preciso com coragem combater tudo isto por amor a Deus e ao homem.
"

Tenhamos esperança em Deus, "que realiza tudo em todos" (I Cor 12, 6), que "faz novas todas as coisas" (Ap 21, 5), continuemos fazendo força contrária, continuemos remando contra a maré, pois quem nos inspira é bem mais forte do que nós e o vento contrário juntos.

Rezemos inspirados pela atitude da garça: "Pai, lança-me, cada dia, na aventura do Espírito, que me tira do comodismo e do abatimento e me faz superar meus próprios limites".

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Que bonito é…

Seja uma mulher bonita, seja um filme com efeitos especiais super modernos, seja um filme 3D, seja uma paisagem natural, seja uma paisagem artificial, seja uma grande obra arquitetônica (Dubai que o diga), seja uma pintura que parece mais uma foto, seja a perfeição nos gestos com que o neném imita o pai, seja ser aceito para trabalhar numa empresa de informática de grande porte (Google, Microsoft, Yahoo!, Apple, ...), seja ganhar na Mega-Sena, seja ouvir um grande feito de um amigo, seja ver a tecnologia avançar mais do que nossa cabeça avança, seja ver fotos do universo com suas galáxias, seja uma música belíssima, seja aquele prato delicioso seguido daquela sobremesa deliciosa, ..., seja isso, seja aquilo, e logo entramos num estado de contemplação desse tal objeto dotado de beleza. A beleza é algo que desde sempre encanta o ser humano. Tudo o que é bonito nos deixa boquiabertos, hipnotizados, babando. Entenda-se por objeto aqui como coisas, situações, cenários.

Em nós, o que favorece essa percepção da beleza são os nossos sentidos: visão, paladar, olfato, tato, e audição; mas sobretudo a visão. E mais uma vez não posso evitar de fazer comentários bíblicos, uma vez que entendo que a Bíblia como Palavra de Deus nos educa e nos instrui no mundo moderno também.

O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas”. (Mt 6, 22-23)

Bom forte essa declaração de Jesus, né? Pois bem. Percebemos então que o que o olho deixa passar para o corpo pode deixá-lo iluminado ou em trevas. Algumas coisas são bem fáceis, para nossos olhos, de identificar como boas ou ruins, entretanto o problema mora naquelas que não conseguimos identificar, ou melhor dizendo, naquelas que estão camufladas como boas ou ruins. Existem objetos que são ruins, mas estão camuflados como bons; e existem objetos que são bons, mas estão camuflados como ruins.

Então como somos inclinados à beleza, imagine o problema para o caso de olharmos um objeto ruim que está camuflado como bom. Percebeu?! É um problema mesmo, pois ficaremos boquiabertos, hipnotizados e babando por um objeto ruim, mas ai daquele que nos disser algo contra nosso belo objeto.

Entendeu até aqui? Somos facilmente tomados pela beleza, e uma forma dela nos tomar é pela visão, mas se nossa visão não estiver boa, podemos ver objetos feios como bonitos.

Pronto! Dada essa introdução, venho aqui chamar a atenção para um objeto sempre antigo e muito novo: o sucesso. Ele é para muitas pessoas uma busca constante, uma meta, o significado da felicidade e do prazer. Mas o que poucas pessoas sabem é o sucesso tem outra personalidade. O sucesso é sábio, e está baseado simplesmente nos frutos e não em números; se baseia também em longos prazos e não em imediatismos; e também aceita bem os aplausos, mas não depende deles para viver.

Ele fica muito indignado quando vê pessoas por aí dizendo que o conhecem, mas na verdade não. Na verdade estão falando do arqui-rival dele: o fracasso.

- Eu conheço o sucesso, porque minha empresa empregou 500 pessoas em 5 meses.
- Já eu conheço o sucesso, porque publiquei um livro na Internet e já vendeu 1000 cópias em 1 dia.
- Eu, porém, conheço o sucesso, pois me selecionaram o melhor orador da turma. E quando eu falo eu convenço até jumento querendo mijar a sair do canto.
- Mas eu posso falar que conheço o sucesso, pois quando cantei aquela música todos me aplaudiram.

Olha, eu vou te contar... O sucesso não conhece esse povo, não. Ele diria assim para eles:

- Nesses 5 meses, seus 500 funcionários progrediram no exercício da profissão? E do segundo dia em diante, seu livro continou a ser vendido na taxa média de 1000 cópias diárias? Você sabe dizer por quanto tempo o seu jumento ficará convencido de que ele deve andar ao invés de impacar? Houve aplausos intensos quando você cantou nos outros 364 dias do ano?

Meus queridos, por que comecei falando da beleza? Pois o arqui-inimigo do sucesso, passa horas na clínica de estética para ficar bonito e assim confundir nossa cabeça para pensarmos que ele é o sucesso. Não nos enganemos pelos falsos encantos do fracasso. Não deixemos que nossos olhos nos enganem. Não deixemos que nossos olhos enxerguem o belo em algo feio.

Uma dica do sucesso para nós: olhem várias e incansáveis vezes para o objeto para ver se ele não é o fracasso disfarçado de mim. Ahhh. Ia me esquecendo de dizer que Deus e o sucesso são grandes amigos. Se sua cabeça deu tilt agora, então tá na hora de rever seus conceitos. :)

Essa explicação seguida dessa historinha parece ser besta, mas se você parar pra perceber é exatamente isso o que acontece nesse mundo de hoje.

Abraços.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Corpo de quem?

Olá amigos. Estou aqui pra falar um pouco da indgnação sobre como as pessoas distorcem as palavras para interesse próprio.

Há poucos dias saiu o III Programa Nacional de Direitos Humanos. Um dos pontos é a descriminalização do aborto, ou seja, "apoioar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos". Aí é onde entra meu comentário anterior sobre distorcer as palavras.

Eu quero saber quem foi que disse ao Ministério da Saúde, à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, e ao Ministério da Justiça que a criança que a mulher carrega no ventre é corpo dela? A criança tem seu próprio corpo. O corpo é da criança e não da mulher. Se a mulher quiser mexer no rosto, seios, barriga, braços, pernas, bumbum, dedos, unhas, cabelos, ..., mexa. Mas não tem o direito de interromper a vida de alguém que tem seu próprio corpo e que só não está respirando o mesmo ar que a mulher respira por conta de alguns centímetros de pele.

QUE DIREITOS HUMANOS É ESSE QUE NÃO CONSEGUE ENXERGAR ATRAVÉS DE ALGUNS CENTÍMETROS DE PELE?


Até parece que quem é contra o aborto é insensível às situações que levaram a mulher a engravidar, como: estupro, gravidez indesejada onde os pais não têm condições de manter um filho. Mas não é assim. Há sensibilidade para isso, mas é importante notar que a criança no ventre não tem culpa de nada. Levem os pais + o estuprador + familiares + médicos à frente do juiz. Podem botar culpa em quem quer que seja, mas o único que não vai levar a culpa é a criança. Se ela não tem culpa, por que vai pagar, carregar o fardo, da culpa dos outros?

Não vi até agora explicação plausível que me diga que esse INOCENTE é CORPO DA MULHER. Autonomia sobre seu corpo, a mulher tem, mas sobre o corpo de outra pessoa que (por conta da natureza) está dentro dela, NÃO.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Just Married

Olá. Algumas pessoas pediriam para rever o texto que usei como declaração de amor para minha esposa no meu casamento. Achei que o blog seria um local fácil para aqueles que querem rever o texto. Segue o texto:

"Dom Epaminondas, Frei Aquiles, Pe. Zé Carlos, Mons. Ivônio, muito obrigado pela presença e pelo serviço nesse meu matrimônio com Moema. A presença de vocês aqui tem um significado especial para mim e para Moema. Dom Epaminondas foi quem acompanhou Moema por muito tempo na caminhada cristã. Frei Aquiles foi quem deu a benção do nosso namoro, além de estar perto da Comunidade Católica Nova Berith da qual faço parte e onde conheci Moema. Pe. Zé Carlos foi quem deu a benção do nosso noivado, além de nutrir um carinho especial por nós dois. E Mons. Ivônio que nos acompanhou nessa reta final do noivado e sempre dedicou um tempo especial para nos ouvir, e orientar. Mas muito mais do que isso, saibam que vocês estão aqui principalmente porque faz gosto tê-los conosco. Obrigado!

Caros amigos e familiares, obrigado por atenderem ao nosso convite e se colocarem a disposição dessa celebração numa segunda-feira, véspera de feriado, às 20h. Muito obrigado pelo esforço e carinho que os trouxeram aqui nesta noite. Valeu mesmo!

DEUS É AMOR! DEUS É FIEL! DEUS É AMOR FIEL!

Um dia Deus chegou pra mim e começou a conversar:

- Meu filho! Tenho planos grandiosos para a humanidade. Você me ajuda a executar?
- Eu?! Ajudar o Senhor?! O Senhor pode tudo! Por que iria querer minha ajuda?
- Porque você quer mudar o mundo, filho. E eu também.
- Eis-me aqui, Senhor! Como posso ajudá-lo? Que montanhas deverei mover? Que mares terei que abrir? Que muralhas precisarei derrubar?
- Tá vendo aquela jovem ali?
- Quem?! Moema?!
- Sim.
- Que é que tem?
- Quero que vocês se casem.
- Planos grandiosos... Casamento... Deu TILT.
- Eu a fiz para você e você para ela. Vou por o meu olhar nos seus corações para mostrar-lhes a matestade de minhas obras, a fim de que celebrem a santidade do meu nome.
- Senhor, demos o primeiro passo: estamos namorando. Mais ainda não entendo a execução dos seus planos.
- Que sejam um, é o que eu quero mais.
- Tenho uma reclamação a fazer: ela tem muitos defeitos. Acho que não damos certo. Acho que não dá pra ser um com ela.
- Sabe por que vocês se dão tão bem?
- Não.
- Porque os defeitos dela se encaixam perfeitamente com os seus.
- Eita rasteira. Entendi. Senhor, ela parece que está machucada. Algo estranho! Nunca vi isso acontecer com ela. Senhor, SOCORRO!
- Com muito amor ela ficará curada. Perseverai no meu amor. Se guardardes meus mandamentos, sereis constantes no meu amor. Não desista dela, assim como eu nunca desisti de você. Não esqueça que eu sou AMOR. Não esqueça que eu sou FIEL. Não esqueça que eu sou AMOR FIEL.
- Entre lágrimas afirmo que nunca desistirei dela, porque o Senhor me amou antes.
- Veja! Ela já está ficando boa.
- É verdade! Que bom! Que alegria! Ela está ficando boa novamente.
- Não foram vocês que me escolheram, mas eu que escolhi vocês.
- Falando em escolha, o Senhor disse que tinha um plano grandioso para a humanidade. Não entendi ainda como, casando com Moema, seu plano para a humanidade toda acontecerá.
- Quero que as pessoas olhem para vocês e digam: Vejam como se amam. E mais, que reconheçam que o amor vem de mim. Quero que a vida de vocês seja um testemunho do amor que tenho pela humanidade. Da mesma forma que amo a humanidade, quero que vocês se amem. Da mesma forma como eu me doei em favor da humanidade, quero que você se doem mutuamente. Dessa forma a humanidade entenderá que eu a amo e se voltará para mim, e eu serei seu Deus.
- Hummmm! Espertinho o Senhor! Pois bem, Senhor, quero ser sinal do amor que Tu tens pelos homens e mulheres, amando minha esposa, respeitando minha esposa, ...
- Pera aí, pera aí, pera aí!
- Que houve?!
- Fala olhando pra ela. =)
- Moema! Meu amor! Minha Deli! Quero ser esse sinal que Deus me pede para esse mundo perdido. Quero ser um símbolo de que Deus ama o mundo com todas as pessoas que nele há. Quero ser a luz no fim do túnel para aqueles que perderam a esperança de viver o matrimônio como ele é e deve ser. Quero atender o chamado de Deus te recebendo, por minha esposa e te sendo fiel, amando-te e respeitando-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. Deus nos trouxe até aqui hoje. Demorou mas chegou a hora. Chegamos num marco na nossa história. E o que vem depois desse marco? Não sei! A graça da vida é essa: não saber, mas viver. Só sei que o mesmo Deus que nos trouxe aqui hoje, nos levará para ali (onde Ele quiser) amanhã. E estou muito feliz desse amanhã ser com você.
- Falou pouco, mas falou bem. Continue, pois é LINDO ouvir o amor falar.
- Amor. “Vamos ao pôr-do-sol”, para você “olhar nos meus olhos, esquecer o que passou”. “A minh’alma abrirei” e farei que você “nunca se esqueça, nenhum segundo, que eu tenho o amor maior do mundo”. “Que bom ter-te em minhas mãos e contigo ser um só”. De fato “Deus é capaz de fazer o que prometeu que faria”, e “nem as torrentes das grandes águas conseguirão apagar esse amor”. “Agora somos um do outro, nosso amor foi crescendo aos poucos. Provado na dor. Como o ouro provado no fogo, pra poder se tornar com o tempo um belo tesouro, tão raro no mundo. Sacramento selado por Deus, você e eu”. “Penso em você desde o amanhecer até quando eu me deito”.
- Coisa LINDA. Tinha que ter nascido de mim. =)
- Senhor! Posso pedir uma coisa?
- Com certeza!
- Abençoa-nos e dá-nos força, disposição interior, determinação e enche-nos do Teu amor, para executar esse teu plano.
- Pediu bem. O que é impossível aos homens, é possível a mim. Pedido concedido.
- Ahhh! Pede que tua mãe nos acompanhe e nos proteja também, assim como ela Te acompanhou e Te protegeu também.
- Nada mudou, meu filho. Desde o começo ela esteve com vocês. Agora não será diferente.
- Obrigado, Senhor! Obrigado! Passado tudo isso cheguei à conclusão de que DEUS É AMOR! DEUS É FIEL! DEUS É AMOR FIEL! TE AMO, MEU AMOR!!!"

[]'s
Emerson de Lira Espínola

sábado, 10 de outubro de 2009

Errar tá errado!

Cometer erros é algo inaceitável na nossa sociedade. Embora alguém diga: não é bem assim; na vida real, é. E é mesmo!

Dois exemplos curtos que queria partilhar são: os "famosos" e o passado.

  • FAMOSOS
daqueles que são feitos por nós ou pela mídia como ícones, símbolos, exemplos de perfeição. Esses, pior ainda, não têm o direito de errar. Não pela sua natureza, mas pela nossa exigência. Talvez o que esperamos desses nossos super-heróis seja que eles venham nos salvar desse vale de lágrimas que vivemos nesse mundo. E quando não obtemos essa salvação deles o mundo se acaba. Eles são para nós, os nosso Chapolins! KKKKKKKKKKKKKKKK! É engraçado, mas é verdade. Olhamos para eles com aquele olhar que diz: "Oh! E agora? Quem poderá nos defender?" Eles são nossos escravos. Escravos do nosso mundo perfeito. E quando erram é como se tentassem escapar da nossa senzala. Por isso os colocamos no tronco da nossa dor e damo-lhes chibatadas e mais chibatadas, para que eles não voltem a fazer isso contra nós.

  • PASSADO
Olhar para o passado e condenar os erros, ao invés de olhar o presente e o futuro e ver que os erros foram superados e não são mais cometidos, é uma das coisas que fazemos melhor. Não sei se fazemos isso pra puxar conversa com alguém, se faltou assunto, se por ignorância, ou sei lá o que. Só sei que somos experts nisso. Um exemplo que me lembrei foi de uma entrevista na televisão sobre transplante de de órgãos. Hoje existe uma lei que garante o anonimato das pessoas que receberam órgãos. Ou seja, as famílias que doaram os órgãos não sabem quem os recebeu. Agora, faz de conta que 20 anos depois, chegue algum deputado federal (ou quem quer que seja) e acabe com essa lei, pois ela não faz mais sentido agora seja pela maturidade da população, seja pelo número da população brasileira, seja pelo número de transplantes, whatever. Aposto o que você quiser que 99% do Brasil vai se perguntar: "Quem foi que inventou essa lei? Pra que que serve isso? Tem que acabar mesmo. Esse país só tem leis sem sentido." E por aí vai destilando a sua falta de conhecimento tanto no passado como no presente. O mesmo exemplo pode ser dado se daqui a 50 anos algum deputado (ou quem quer que seja) resolver trazer essa lei de novo.

É uma maneira fácil e cômoda de omitirmos nossa falta de conhecimento, ou, às vezes, de ver o que a fraqueza, erro, debilidade do outro é a mesma fraqueza, erro, debilidade nossa.

Termino com um texto de um cara da minha área. Um EXEMPLO da minha área. Seu nome é Karl E. Wiegers. Seu CV pode ser lido no final do texto. Ele diz assim: "No matter how skilled or experienced I am as a software developer, requirements writer, project planner, tester, or book author, I'm going to make mistakes. There is nothing wrong with making mistakes; it is part of what makes us human. Catching the errors early, however, before they become difficult to find and expensive to correct, is very important. A peer review program is a vital component of any quality software development effort, yet too few software professionals have had the experience or training necessary to implement peer reviews successfully." Ah, se todos nós olhassemos os erros dos outros assim. Esse texto pode-se se aplicar a qualquer outra área de conhecimento. Vejo isso como uma meta para a humanidade, o ideal. Não alcançamos esse ponto ainda, mas espero que com a graça de Deus, a humanidade desfrute dos bens que essa maturidade nos proporciona.

Antes que você diga que isso é um texto "romântico" ou "utópico", eu digo que "para compreender os segredos da perfeição é preciso ser pobre de espírito" (Dra. Santa Teresinha do Menino Jesus).

[]'s
Emerson de Lira Espínola

PS: Gostaria de trabalhar com esse Karl Wiegers pra ver se ele é assim mesmo. Agora, aí dele se ele não fizesse isso o que disse pelo menos uma vez.


Karl E. Wiegers, Ph.D., is Principal Consultant with Process Impact, a software process consulting and education company. He previously spent eighteen years at Eastman Kodak Company, where he held positions as a software applications developer, software manager, and software process and quality improvement leader. Karl has been participating in and leading software peer reviews throughout his extensive career.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Não julgue tão rápido!

Olá a todos!

Eis aqui uma postagem que não necessariamente se detém às palavras de Cristo: "Não julgueis, e não sereis julgados!" (Mt 7, 1), vista erroneamente por muitos como algo a ser vivido só dentro da Igreja, mas tenta trazê-las para a realidade, o dia-a-dia.

Nosso cérebro funciona como reconhecedor de padrões. Desde crianças somos apresentados constatemente a padrões e mais padrões, os quais podem se complementar, conectar e se identificar, como também podem se repelir e se contradizer.

Exemplo disso está nas figuras abaixo. Memorize a sua primeira (eu disse PRIMEIRA) impressão das imagens que você vai ver.

Homem mexendo em algo debaixo da toalha da cabeleireira.

Mulher semi-despida sentada no cólo de um homem dentro de um avião.

Homem dando dinheiro para uma menina no momento que os policias chegam.

Homem dizendo: "Agora eu matei ele" quando a esposa e a filha do paciente chegam.

Homem com a mão no bolso do casaco dizendo: "Você está sendo roubado".

Homem segurando um gato e uma faca, com mancha de sangue no chão.

Seu amigo recebendo a carteira esquecida do dono dessa vídeo locadora.

Homem aguarrando uma morena por trás.

Homem atencioso assistindo ao coito de dois ursos.

Homem com marcas de bikinis.

Homem que come o que o cachorro deixou evacuar.

Susan Boyle achando que canta alguma coisa.


Agora acesse os vídeos do youtube nos seguintes endereços:

http://www.youtube.com/watch?v=Pgj1A8FY3wI&NR=1

http://www.youtube.com/watch?v=C8Keo97K9cs
http://www.youtube.com/watch?v=lQeoCNDh0lc&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=toxQZKFHnH4
http://www.youtube.com/watch?v=YxuIzMwi9Eo


Aposto que (quase) nenhum dos vídeos que você viu era o que você tinha pensado PRIMEIRO ao ver as imagens antes. Por quê? Simples, porque você não viu o suficiente.

Existe um método chamado: "VER - JULGAR - AGIR", que funciona da seguinte forma: quanto mais você , mais seu JULGAMENTO fica apurado e com bases, para que você possa tomar as AÇÕES e atitudes mais corretas. Se você pouco, é bem provável que seu JULGAMENTO seja pobre, e em consequência suas AÇÕES sejam erradas ou pouco eficazes.

Mas voltando para as imagens... Falei que sua primeira impressão provavelmente não foi o que o que você viu no vídeo. E digo mais, quando você leu o que eu escrevi sobre cada imagem, sua impressão pode ter mudado também. Ou seja, ou posso ter induzido você no que você estava vendo, me tornando assim um agente "enviesador" (se é que existe essa palavra).

Onde eu quero chegar com isso tudo? Quero dizer que diante de uma cena que vemos, emitimos um julgamento, esse julgamento pode ser tanto ajudado como atrapalhado por um agente enviesador, e nossas ações, além de outras coisas, podem contribuir para sermos agentes enviesadores, seja positiva ou negativamente, na vida de outras pessoas. Para tudo existe um contexto, e se não estivermos alinhados com o contexto presente (de cada situação), veremos pouco, julgaremos errado, e agiremos errado.

Isso serve para cada situação do nosso santo dia, desde a hora em que acordamos até a hora em que dormimos. Todas as situações: colega de trabalho que está enrolando, pai que te deu um grito, motorista de ônibus que não parou na parada de ônibus que você pediu, alguém que te pede carona, alguém que não te dá carona, um ídolo que falha, seu time que não ganha, o garçom que demora com o seu pedido, alguém que não te dá "bom dia" no condomínio, alguém que ensina algo errado para uma criança, ..., e por aí vai uma infinidade de situações que nos envolvem todos os dias das nossas vidas. Cada situação dessas tem um contexto. Um exemplo é o telefone sem fio: Uma frase dita por uma pessoa, num contexto, mas passada adiante em outro contexto, causa um desentendimento.

A mídia é craque em enviesar nossa visão, e por consequência, mudar nossos julgamentos e nossas ações. Um exemplo foi, no aniversário de um amigo meu, o que o seu cunhado falou : "A televisão só diz que o agricultor nordestino tá triste e arruinado por causa das chuvas. Eu sou caminhoneiro, e eu ando esse país todo. Conheço bem o nordeste. E por onde eu ando, vejo o agricultor feliz. A televisão mostra o que quer pra chamar sua atenção, mostra o que dá ibope". Precisamos ler mais e mantermo-nos mais informados, pois só assim a mídia terá uma postura diferente com relação a nós. Ela também age assim, porque aceitamos assim.

Enfim, procuremos nos informar e estar mais por dentro dos contextos, para que possamos ver melhor o mundo em que vivemos, para assim emitirmos melhores julgamentos a respeito dele e de nós mesmos, e desta forma agirmos com mais eficácia e eficiência para mudá-lo começando em nós. Isso quer dizer que os erros do mundo vão se acabar? O ingênuo pensaria que sim, mas o prudente vê que eles diminuirão. Esquivando-se de ver melhor, de ver com outros olhos, de dar direito de defesa, corremos um sério risco de cometermos grandes, mas grandes, injustiças.

Então peço o viés de Jesus: "Não julgueis, e não sereis julgados! Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos. Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão" (Mt 7, 1 - 5). Que Ele se torne para nós o agente enviesador que falei.

[]'s