sábado, 19 de dezembro de 2009

Just Married

Olá. Algumas pessoas pediriam para rever o texto que usei como declaração de amor para minha esposa no meu casamento. Achei que o blog seria um local fácil para aqueles que querem rever o texto. Segue o texto:

"Dom Epaminondas, Frei Aquiles, Pe. Zé Carlos, Mons. Ivônio, muito obrigado pela presença e pelo serviço nesse meu matrimônio com Moema. A presença de vocês aqui tem um significado especial para mim e para Moema. Dom Epaminondas foi quem acompanhou Moema por muito tempo na caminhada cristã. Frei Aquiles foi quem deu a benção do nosso namoro, além de estar perto da Comunidade Católica Nova Berith da qual faço parte e onde conheci Moema. Pe. Zé Carlos foi quem deu a benção do nosso noivado, além de nutrir um carinho especial por nós dois. E Mons. Ivônio que nos acompanhou nessa reta final do noivado e sempre dedicou um tempo especial para nos ouvir, e orientar. Mas muito mais do que isso, saibam que vocês estão aqui principalmente porque faz gosto tê-los conosco. Obrigado!

Caros amigos e familiares, obrigado por atenderem ao nosso convite e se colocarem a disposição dessa celebração numa segunda-feira, véspera de feriado, às 20h. Muito obrigado pelo esforço e carinho que os trouxeram aqui nesta noite. Valeu mesmo!

DEUS É AMOR! DEUS É FIEL! DEUS É AMOR FIEL!

Um dia Deus chegou pra mim e começou a conversar:

- Meu filho! Tenho planos grandiosos para a humanidade. Você me ajuda a executar?
- Eu?! Ajudar o Senhor?! O Senhor pode tudo! Por que iria querer minha ajuda?
- Porque você quer mudar o mundo, filho. E eu também.
- Eis-me aqui, Senhor! Como posso ajudá-lo? Que montanhas deverei mover? Que mares terei que abrir? Que muralhas precisarei derrubar?
- Tá vendo aquela jovem ali?
- Quem?! Moema?!
- Sim.
- Que é que tem?
- Quero que vocês se casem.
- Planos grandiosos... Casamento... Deu TILT.
- Eu a fiz para você e você para ela. Vou por o meu olhar nos seus corações para mostrar-lhes a matestade de minhas obras, a fim de que celebrem a santidade do meu nome.
- Senhor, demos o primeiro passo: estamos namorando. Mais ainda não entendo a execução dos seus planos.
- Que sejam um, é o que eu quero mais.
- Tenho uma reclamação a fazer: ela tem muitos defeitos. Acho que não damos certo. Acho que não dá pra ser um com ela.
- Sabe por que vocês se dão tão bem?
- Não.
- Porque os defeitos dela se encaixam perfeitamente com os seus.
- Eita rasteira. Entendi. Senhor, ela parece que está machucada. Algo estranho! Nunca vi isso acontecer com ela. Senhor, SOCORRO!
- Com muito amor ela ficará curada. Perseverai no meu amor. Se guardardes meus mandamentos, sereis constantes no meu amor. Não desista dela, assim como eu nunca desisti de você. Não esqueça que eu sou AMOR. Não esqueça que eu sou FIEL. Não esqueça que eu sou AMOR FIEL.
- Entre lágrimas afirmo que nunca desistirei dela, porque o Senhor me amou antes.
- Veja! Ela já está ficando boa.
- É verdade! Que bom! Que alegria! Ela está ficando boa novamente.
- Não foram vocês que me escolheram, mas eu que escolhi vocês.
- Falando em escolha, o Senhor disse que tinha um plano grandioso para a humanidade. Não entendi ainda como, casando com Moema, seu plano para a humanidade toda acontecerá.
- Quero que as pessoas olhem para vocês e digam: Vejam como se amam. E mais, que reconheçam que o amor vem de mim. Quero que a vida de vocês seja um testemunho do amor que tenho pela humanidade. Da mesma forma que amo a humanidade, quero que vocês se amem. Da mesma forma como eu me doei em favor da humanidade, quero que você se doem mutuamente. Dessa forma a humanidade entenderá que eu a amo e se voltará para mim, e eu serei seu Deus.
- Hummmm! Espertinho o Senhor! Pois bem, Senhor, quero ser sinal do amor que Tu tens pelos homens e mulheres, amando minha esposa, respeitando minha esposa, ...
- Pera aí, pera aí, pera aí!
- Que houve?!
- Fala olhando pra ela. =)
- Moema! Meu amor! Minha Deli! Quero ser esse sinal que Deus me pede para esse mundo perdido. Quero ser um símbolo de que Deus ama o mundo com todas as pessoas que nele há. Quero ser a luz no fim do túnel para aqueles que perderam a esperança de viver o matrimônio como ele é e deve ser. Quero atender o chamado de Deus te recebendo, por minha esposa e te sendo fiel, amando-te e respeitando-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. Deus nos trouxe até aqui hoje. Demorou mas chegou a hora. Chegamos num marco na nossa história. E o que vem depois desse marco? Não sei! A graça da vida é essa: não saber, mas viver. Só sei que o mesmo Deus que nos trouxe aqui hoje, nos levará para ali (onde Ele quiser) amanhã. E estou muito feliz desse amanhã ser com você.
- Falou pouco, mas falou bem. Continue, pois é LINDO ouvir o amor falar.
- Amor. “Vamos ao pôr-do-sol”, para você “olhar nos meus olhos, esquecer o que passou”. “A minh’alma abrirei” e farei que você “nunca se esqueça, nenhum segundo, que eu tenho o amor maior do mundo”. “Que bom ter-te em minhas mãos e contigo ser um só”. De fato “Deus é capaz de fazer o que prometeu que faria”, e “nem as torrentes das grandes águas conseguirão apagar esse amor”. “Agora somos um do outro, nosso amor foi crescendo aos poucos. Provado na dor. Como o ouro provado no fogo, pra poder se tornar com o tempo um belo tesouro, tão raro no mundo. Sacramento selado por Deus, você e eu”. “Penso em você desde o amanhecer até quando eu me deito”.
- Coisa LINDA. Tinha que ter nascido de mim. =)
- Senhor! Posso pedir uma coisa?
- Com certeza!
- Abençoa-nos e dá-nos força, disposição interior, determinação e enche-nos do Teu amor, para executar esse teu plano.
- Pediu bem. O que é impossível aos homens, é possível a mim. Pedido concedido.
- Ahhh! Pede que tua mãe nos acompanhe e nos proteja também, assim como ela Te acompanhou e Te protegeu também.
- Nada mudou, meu filho. Desde o começo ela esteve com vocês. Agora não será diferente.
- Obrigado, Senhor! Obrigado! Passado tudo isso cheguei à conclusão de que DEUS É AMOR! DEUS É FIEL! DEUS É AMOR FIEL! TE AMO, MEU AMOR!!!"

[]'s
Emerson de Lira Espínola

sábado, 10 de outubro de 2009

Errar tá errado!

Cometer erros é algo inaceitável na nossa sociedade. Embora alguém diga: não é bem assim; na vida real, é. E é mesmo!

Dois exemplos curtos que queria partilhar são: os "famosos" e o passado.

  • FAMOSOS
daqueles que são feitos por nós ou pela mídia como ícones, símbolos, exemplos de perfeição. Esses, pior ainda, não têm o direito de errar. Não pela sua natureza, mas pela nossa exigência. Talvez o que esperamos desses nossos super-heróis seja que eles venham nos salvar desse vale de lágrimas que vivemos nesse mundo. E quando não obtemos essa salvação deles o mundo se acaba. Eles são para nós, os nosso Chapolins! KKKKKKKKKKKKKKKK! É engraçado, mas é verdade. Olhamos para eles com aquele olhar que diz: "Oh! E agora? Quem poderá nos defender?" Eles são nossos escravos. Escravos do nosso mundo perfeito. E quando erram é como se tentassem escapar da nossa senzala. Por isso os colocamos no tronco da nossa dor e damo-lhes chibatadas e mais chibatadas, para que eles não voltem a fazer isso contra nós.

  • PASSADO
Olhar para o passado e condenar os erros, ao invés de olhar o presente e o futuro e ver que os erros foram superados e não são mais cometidos, é uma das coisas que fazemos melhor. Não sei se fazemos isso pra puxar conversa com alguém, se faltou assunto, se por ignorância, ou sei lá o que. Só sei que somos experts nisso. Um exemplo que me lembrei foi de uma entrevista na televisão sobre transplante de de órgãos. Hoje existe uma lei que garante o anonimato das pessoas que receberam órgãos. Ou seja, as famílias que doaram os órgãos não sabem quem os recebeu. Agora, faz de conta que 20 anos depois, chegue algum deputado federal (ou quem quer que seja) e acabe com essa lei, pois ela não faz mais sentido agora seja pela maturidade da população, seja pelo número da população brasileira, seja pelo número de transplantes, whatever. Aposto o que você quiser que 99% do Brasil vai se perguntar: "Quem foi que inventou essa lei? Pra que que serve isso? Tem que acabar mesmo. Esse país só tem leis sem sentido." E por aí vai destilando a sua falta de conhecimento tanto no passado como no presente. O mesmo exemplo pode ser dado se daqui a 50 anos algum deputado (ou quem quer que seja) resolver trazer essa lei de novo.

É uma maneira fácil e cômoda de omitirmos nossa falta de conhecimento, ou, às vezes, de ver o que a fraqueza, erro, debilidade do outro é a mesma fraqueza, erro, debilidade nossa.

Termino com um texto de um cara da minha área. Um EXEMPLO da minha área. Seu nome é Karl E. Wiegers. Seu CV pode ser lido no final do texto. Ele diz assim: "No matter how skilled or experienced I am as a software developer, requirements writer, project planner, tester, or book author, I'm going to make mistakes. There is nothing wrong with making mistakes; it is part of what makes us human. Catching the errors early, however, before they become difficult to find and expensive to correct, is very important. A peer review program is a vital component of any quality software development effort, yet too few software professionals have had the experience or training necessary to implement peer reviews successfully." Ah, se todos nós olhassemos os erros dos outros assim. Esse texto pode-se se aplicar a qualquer outra área de conhecimento. Vejo isso como uma meta para a humanidade, o ideal. Não alcançamos esse ponto ainda, mas espero que com a graça de Deus, a humanidade desfrute dos bens que essa maturidade nos proporciona.

Antes que você diga que isso é um texto "romântico" ou "utópico", eu digo que "para compreender os segredos da perfeição é preciso ser pobre de espírito" (Dra. Santa Teresinha do Menino Jesus).

[]'s
Emerson de Lira Espínola

PS: Gostaria de trabalhar com esse Karl Wiegers pra ver se ele é assim mesmo. Agora, aí dele se ele não fizesse isso o que disse pelo menos uma vez.


Karl E. Wiegers, Ph.D., is Principal Consultant with Process Impact, a software process consulting and education company. He previously spent eighteen years at Eastman Kodak Company, where he held positions as a software applications developer, software manager, and software process and quality improvement leader. Karl has been participating in and leading software peer reviews throughout his extensive career.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Não julgue tão rápido!

Olá a todos!

Eis aqui uma postagem que não necessariamente se detém às palavras de Cristo: "Não julgueis, e não sereis julgados!" (Mt 7, 1), vista erroneamente por muitos como algo a ser vivido só dentro da Igreja, mas tenta trazê-las para a realidade, o dia-a-dia.

Nosso cérebro funciona como reconhecedor de padrões. Desde crianças somos apresentados constatemente a padrões e mais padrões, os quais podem se complementar, conectar e se identificar, como também podem se repelir e se contradizer.

Exemplo disso está nas figuras abaixo. Memorize a sua primeira (eu disse PRIMEIRA) impressão das imagens que você vai ver.

Homem mexendo em algo debaixo da toalha da cabeleireira.

Mulher semi-despida sentada no cólo de um homem dentro de um avião.

Homem dando dinheiro para uma menina no momento que os policias chegam.

Homem dizendo: "Agora eu matei ele" quando a esposa e a filha do paciente chegam.

Homem com a mão no bolso do casaco dizendo: "Você está sendo roubado".

Homem segurando um gato e uma faca, com mancha de sangue no chão.

Seu amigo recebendo a carteira esquecida do dono dessa vídeo locadora.

Homem aguarrando uma morena por trás.

Homem atencioso assistindo ao coito de dois ursos.

Homem com marcas de bikinis.

Homem que come o que o cachorro deixou evacuar.

Susan Boyle achando que canta alguma coisa.


Agora acesse os vídeos do youtube nos seguintes endereços:

http://www.youtube.com/watch?v=Pgj1A8FY3wI&NR=1

http://www.youtube.com/watch?v=C8Keo97K9cs
http://www.youtube.com/watch?v=lQeoCNDh0lc&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=toxQZKFHnH4
http://www.youtube.com/watch?v=YxuIzMwi9Eo


Aposto que (quase) nenhum dos vídeos que você viu era o que você tinha pensado PRIMEIRO ao ver as imagens antes. Por quê? Simples, porque você não viu o suficiente.

Existe um método chamado: "VER - JULGAR - AGIR", que funciona da seguinte forma: quanto mais você , mais seu JULGAMENTO fica apurado e com bases, para que você possa tomar as AÇÕES e atitudes mais corretas. Se você pouco, é bem provável que seu JULGAMENTO seja pobre, e em consequência suas AÇÕES sejam erradas ou pouco eficazes.

Mas voltando para as imagens... Falei que sua primeira impressão provavelmente não foi o que o que você viu no vídeo. E digo mais, quando você leu o que eu escrevi sobre cada imagem, sua impressão pode ter mudado também. Ou seja, ou posso ter induzido você no que você estava vendo, me tornando assim um agente "enviesador" (se é que existe essa palavra).

Onde eu quero chegar com isso tudo? Quero dizer que diante de uma cena que vemos, emitimos um julgamento, esse julgamento pode ser tanto ajudado como atrapalhado por um agente enviesador, e nossas ações, além de outras coisas, podem contribuir para sermos agentes enviesadores, seja positiva ou negativamente, na vida de outras pessoas. Para tudo existe um contexto, e se não estivermos alinhados com o contexto presente (de cada situação), veremos pouco, julgaremos errado, e agiremos errado.

Isso serve para cada situação do nosso santo dia, desde a hora em que acordamos até a hora em que dormimos. Todas as situações: colega de trabalho que está enrolando, pai que te deu um grito, motorista de ônibus que não parou na parada de ônibus que você pediu, alguém que te pede carona, alguém que não te dá carona, um ídolo que falha, seu time que não ganha, o garçom que demora com o seu pedido, alguém que não te dá "bom dia" no condomínio, alguém que ensina algo errado para uma criança, ..., e por aí vai uma infinidade de situações que nos envolvem todos os dias das nossas vidas. Cada situação dessas tem um contexto. Um exemplo é o telefone sem fio: Uma frase dita por uma pessoa, num contexto, mas passada adiante em outro contexto, causa um desentendimento.

A mídia é craque em enviesar nossa visão, e por consequência, mudar nossos julgamentos e nossas ações. Um exemplo foi, no aniversário de um amigo meu, o que o seu cunhado falou : "A televisão só diz que o agricultor nordestino tá triste e arruinado por causa das chuvas. Eu sou caminhoneiro, e eu ando esse país todo. Conheço bem o nordeste. E por onde eu ando, vejo o agricultor feliz. A televisão mostra o que quer pra chamar sua atenção, mostra o que dá ibope". Precisamos ler mais e mantermo-nos mais informados, pois só assim a mídia terá uma postura diferente com relação a nós. Ela também age assim, porque aceitamos assim.

Enfim, procuremos nos informar e estar mais por dentro dos contextos, para que possamos ver melhor o mundo em que vivemos, para assim emitirmos melhores julgamentos a respeito dele e de nós mesmos, e desta forma agirmos com mais eficácia e eficiência para mudá-lo começando em nós. Isso quer dizer que os erros do mundo vão se acabar? O ingênuo pensaria que sim, mas o prudente vê que eles diminuirão. Esquivando-se de ver melhor, de ver com outros olhos, de dar direito de defesa, corremos um sério risco de cometermos grandes, mas grandes, injustiças.

Então peço o viés de Jesus: "Não julgueis, e não sereis julgados! Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos. Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão" (Mt 7, 1 - 5). Que Ele se torne para nós o agente enviesador que falei.

[]'s

domingo, 3 de maio de 2009

Fé, Razão e Emoção

Fé e Razão: - Nos dias de hoje a Razão é vista como sinônimo de Equilíbrio, na mesma medida que a Fé é vista como Alienação. O que quero dizer com isso? Se você é bem racional, e a Razão é o que guia sua vida, então você é equilibrado, referência, sábio, bem visto; ao passo que se você é uma pessoa que acredita no que não vê, e que se deixa inspirar pela Fé, então você é visto como alienado, alguém fraco de mente e de espírito, alguém que vive num mundo de fantasias, alguém fora da realidade, e que se deixa levar por qualquer um (estilo Maria vai com as outras). Há uma supervalorização da Razão em detrimento da Fé. Há quem diga que Fé e Razão são coisas antagônicas, e que não podem conviver juntas, mas ao contrário se repelem quanto maior for sua intensidade, assim como cargas de mesma polaridade. Ou seja, você pode ter Fé (e olhe lá), contanto que ela não atrapalhe a Razão.

Emoção: - Só posso dizer uma coisa: "Ridículo!" Dá vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo. Mas vamos lá...

Razão: - Eu sou muito seletivo nas referências que leio e não é qualquer uma dessas sem vivência e experiência que eu escuto ou dou crédito. Geralmente essas pessoas não viveram quase nada da própria vida e nem da vida da humanidade. Prefiro a referência dos mais antigos e sábios. Quanto mais velho, mais sábio, pois supõe-se que a pessoa já passou por muitos problemas e já viu muita coisa. Conheço uma pessoa de 2000 anos. Acho que vou perguntar a ela. A Fé explica esse relacionamento entre mim e ela.

: - Obrigada pela confiança! Resumidamente o texto do Papa João Paulo II - Fides et ratio - aos Bispos da Igreja Católica sobre as relações entre Fé e Razão em 1998 diz: "A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio (cf. Ex 33, 18; Sal 2726, 8-9; 6362, 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2)."

Razão: - Sabe tudo!

: - Um pássaro não consegue voar perfeitamente com uma asa só, seja ela a esquerda ou a direita, e se conseguir voar, com certeza não alcançará seus objetivos de pássaro. Um pássaro só vai ao mais alto do céu com duas asas; ele só consegue se alimentar com duas asas; ele só consegue fugir dos perigos com duas asas; resumindo só sobreviverá com duas asas. Se lhe faltar uma das asas, sua vida não será completa, e ele sempre sentirá falta dessa asa ausente. Ou seja, ignorar seja a Fé, seja a Razão, é deixar passar a felicidade completa na própria vida.

Razão: - É extremanente lógico esse seu raciocínio! Fale mais.

: - Nove anos depois, em 2007, o Papa Bento XVI ratifica a carta de João Paulo II quando assegurou que a "Igreja promove a pesquisa científica" ao receber em audiência os participantes do curso de verão do Observatório Astronômico Vaticano. E se despediu dizendo que «nestes dias, encontreis consolo espiritual no estudo das estrelas, que 'brilham alegres para seu Criador', como diz o profeta Baruc (3, 34). Já pensou? Consolo espiritual na ciência? É algo para o homem moderno pensar.

Razão: - Caramba! Como tem gente burra que se acha inteligente nesse mundo! Tem algo no Catecismo que fale sobre o assunto?

: - Tem sim! Lá diz que "Embora a fé supere a razão"...

Razão: - Como assim "a Fé supera a Razão"? Você me supera?

: - Sim, pois vou até onde você não consegue ir, mas isso não quer dizer que não precise de você. Deixa eu continuar com o que o Cateciscmo fala: "... não poderá nunca existir contradição entre a fé e a ciência porque ambas têm origem em Deus. É o mesmo Deus que dá ao homem seja a luz da razão seja a luz da fé".

Razão: - Ahhh tá! Entendi. Gostaria de acrescentar o que Santo Agostinho diz sobre isso: "Crê para compreender: compreende para crer". Sábio Agostinho. Por isso dou credibilidade aos mais sábios e antigos. Tem muita gente nova que não fala nada com nada, que acha que está abalando, mas na verdade só está sendo levado pela própria Emoção. E por falar em Emoção, cadê ela que mal falou?

Emoção: Eu tô aqui. Tava só ouvindo e concordando com vocês. Tô bem. Tô na paz. Acho que foi por isso que o papo de vocês fluiu. Hehehehehe!

Razão: - É verdade! Quando a Emoção está virada, ela acaba botando você contra mim, não é mesmo, Fé?!

: - É verdade! Talvez seja por isso que o mundo queira me ver bem longe de você, Razão! Pois se deixou levar pela Emoção e tomou (e continua tomando) atitudes que desagradam a Deus e aos homens.

Emoção: Sou parte do homem. Todo homem tem sensibilidade. Não dá para me tirar da vida dos homens. Sei que atrapalho quando estou perturbada, mas acreditem em mim, não faço de propósito. Simplesmente minhas estruturas se abalam e acabo afetando vocês. Peço encarecidamente que me entendam, me perdoem, e procurem não dar muito ouvidos aos meus xiliques. Se acharem melhor pararem e darem um tempo antes de continuarem a conversa de vocês, façam isso, para que eu não influencie negativamente nos resultados dessa união entre vocês, para que eu não seja subtração onde devo ser soma na vida de vocês. Afinal quanto mais vocês estiverem de bem, mais eu estarei bem, e mais estaremos todos nós juntos de Deus, criador de todas as coisas, inclusive nosso.

Razão: - Eu te entendo! Relaxa! :)

: - Eu te perdou! Fica em Paz! :)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dados duplicados? Não se preocupe! Eles vão ficar inconsistentes.

Existem regras do polegar para várias áreas e vários assuntos nesse mundo. Por exemplo:

Computação: O número de bugs de um programa é aproximadamente proporcional ao seu tamanho (em linhas de código).
Educação Física: Setenta calorias são queimadas por milha, não importa a velocidade.
Moda: Se uma pessoa está mau vestida, você percebe suas roupas. Se uma pessoa está impecavelmente bem vestida, você nota a pessoa.

Tem até site especializado nisso: http://www.rulesofthumb.org/.

Mas por que falei isso? Porque essa postagem traz mais uma dessas regras (pelo menos para mim). E que regra é essa? O título irônico dessa postagem é a regra propriamente dita, isto é:

"Se seus dados estão duplicados, eles ficarão inconsistentes em algum momento".

Naturalmente associamos essa regra à área da Computação. É normal. E uma das preocupações da sua sub-área, Banco de Dados, é justamente essa duplicação de dados versus inconsistência. Daí Banco de Dados nos beneficia com suas regras para remover essa duplicidade de dados (conhecida como regras de normalização).

Todavia tenho percebido que essa regra se faz verdade em muitas áreas da nossa vida. Quem nunca começou a escrever algo num caderno e terminou de escrever no computador, mas depois não sabia qual anotação era a mais atualizada? Quem nunca pensou em levar zilhões de documentos de identicação para um cadastro e chengando lá viu que seu nome, telefone ou endereço está um pouco diferente de documento para documento, por conta de um erro de digitação? Quantas vezes você combinou "uma saída" com duas pessoas e mais tarde essas duas pessoas combinaram outra coisa entre elas (embora incluindo você), e no final quando você vai convidar mais pessoas para sair, você ouve a seguinte frase: fulano já me falou disso, MAS não era bem assim que ele combinou comigo.

Um caso da vida real: certa vez uns amigos meus marcaram uma reunião e sairam espalhando para todo mundo o dia e hora. Até que chegou aos meus ouvidos o convite para o dia X e a hora Y. Acontece que, os que organizavam a reunião reagendaram a mesma para o dia Z e a hora W, mas não passaram a informação para os outros. Resultado me programei para o dia X e a hora Y. Ao se aproximar o dia X, tento confimar a data e hora do evento e vejo que se eu aparecesse nesse dia, o grilinho solitário iria cantar.

Enfim, duplicação de informação no nosso dia-a-dia é fatal para atrasarmos compromissos, perdermos eventos, fazermos trabalhos errados, etc. Será que dá para você e eu aplicarmos regras de normalização no nosso dia-a-dia? Acredito que sim! Se não me chamarem de louco eu posso até tentar.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Vendo Jesus a fé dos seus amigos...

O Evangelho em que Jesus cura um paralítico que foi colocado pelo teto de uma casa me chamou muito a atenção ontem no final da noite e hoje pela manhã. Vou tentar escrever e descrever o que eu vi e senti na leitura de Marcos 2, 1 – 12.

O primeiro ponto foi a fé dos amigos. Vejam a fé dos amigos. Chegaram numa casa entupida de gente, eles poderiam tentar entrar à força pela porta da frente, mas receio que fossem linchados pela falta de educação. Poderiam tentar as janelas, mas idem. A casa estava lotada para ver e ouvir Jesus. Então pensaram: “Rapaz a gente tem que botar esse cara lá dentro de todo jeito, porque Jesus está lá e ele pode curá-lo”. A solução foi o teto. Telha prum lado; telha pro outro; e paralítico no meio. A fé que move montanhas, aqui moveu telhas. Em nenhum momento do Evangelho dá pra saber como era a fé do paralítico. A fé dos amigos foi o que chamou a atenção de Jesus. E é para onde eu quero também chamar sua atenção. Os amigos tinham uma fé que não os deixavam parados diante da impotência de fazer seu amigo entrar naquela casa. A fé deles moviam-lhes os pés e as mãos a levar o amigo paralítico até Jesus. Era uma certeza sem igual. Aliás era mais que CERTEZA de que Jesus podia curar seu amigo. Eles eram capazes de tudo para realizarem esse encontro de Jesus com o paralítico, e somente isso saciaria seus corações. Eita fé incansável.

O segundo ponto que me chamou a atenção foi a sensibilidade de Jesus. Se Jesus fosse alguém insensível ele não entenderia o que estava acontecendo. Imagino Ele olhando um homem em cima de uma maca descendo teto abaixo, e assim que ele estivesse completamente diante dEle, Jesus diria: “Que danado é isso?! Num tô entendendo nada!” Hehehehehe. É triste notar, mas é assim mesmo que a gente se comporta quando estamos insensíveis. É um coração muito puro e delicado esse de Jesus. É um coração que ama. E como AMA!!! AMA demais.

O terceiro ponto foi o poder de Jesus. Jesus alegre por perdoar os pecados daquele homem, se depara com a insensibilidade dos fariseus que pensavam: “Só Deus pode perdoar pecados”. Ou seja, não reconheceram em Jesus a imagem do Pai. Para muitos curiosos Jesus era um milagreiro, um profeta, não mais que isso. Deus tem muita misericórdia de nós, viu?! E diante da nossa incredulidade Ele nos dá sinais para que possamos acreditar. “Que é mais fácil dizer ao paralítico: Os pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? Ora, para que CONHEÇAIS (e conhecer tem um sentido de saber, experimentar, sentir) o poder concedido ao Filho do homem sobre a terra (disse ao paralítico), eu te ordeno: levanta-te, toma o teu leito e vai para casa”. Jesus dá uma ordem, e como diz o ditado popular: manda quem pode e obedece quem tem juízo. Jesus PODE. :)

Diante dessas palavras e desse milagre o quarto ponto que me chamou a atenção foi o louvor do povo, pois VIRAM (COM OS OLHOS). Nossa fé infinitesimalmente pequena precisa algumas vezes VER para CRER, embora Jesus nos convide a viver a boa aventura de CRER para VER. Jesus sabe bem que nossos olhos carnais nos enganam muitas vezes, se eles não estiverem interligados com nossos olhos espirituais. Passemos colírio nos nossos olhos espirituais para filtrar tudo o que vemos com os olhos carnais, pois nem tudo o que vemos é bom. Já dizia Jesus: “Olho são, corpo são”. Isso me remete a Marcos 10, 47.

“Sabendo que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: ‘Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!”. Como o cego identificou Jesus? Para quem enxerga é preciso ser apresentado a um objeto para poder identificá-lo posteriormente. Como foi que o cego identificou Jesus? Será que ele tinha um amigo que falou de Jesus pra ele? Será que esse amigo estava na casa onde o paralítico desceu e foi curado? Ou será que não tinha amigo, pois devido à sua cegueira era considerado pecador e excluído, e por por ser sozinho só ouviu outras pessoas que caminhavam perto dele comentar sobre Jesus? Bendito seja o cego que teve fé por ouvir sobre Jesus.

Fé. Foi a palavra da vez hoje. A fé que foi transmitida pela pregação dos apóstolos e que hoje é transmitida pela pregação da Igreja Católica Apostólica Romana nos dias de hoje. A fé é transmitida pela pregação. Daí é fácil entender como fica inconsistente a fé daqueles que não ouvem a pregação, mas ao contrário pregam pra si mesmos. Quantas vezes já ouvi: “Eu tenho a minha fé!” De fato você tem a sua fé mesmo, mas me diga: de onde ela veio? pra onde ela te leva? Ela te leva para Jesus? Ela te leva para a salvação do corpo e da alma? Ela move montanhas pra você? Com o que você alimenta seu corpo e sua alma? Cuidado pra num ter uma indigestão! :)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Capítulo VI - Ah, se meu Código falasse!

Capítulo VI

No dia seguinte após o blá blá blá, assim que todos sairam da sala, o Gigante esperou 5 min de forma que pudesse pegar todos os conselheiros e o Rei na reunião que eles planejaram anteriormente, e pensava consigo mesmo:

- "Vou dar um tempo por aqui, de forma que eu chegue bem na hora em que esses ingratos estejam falando mal de mim, então terei motivos para desembainhar minha espada e derramar algum sangue, nem que seja para amedrontá-los. Não seguiram o processo, então cabeças vão rolar."

E passaram-se os 5 min. Então o guerreiro se dirigiu à passos leves para a cozinha. Interessante é que no meio do caminho ele ouviu umas pegadas de alguma pessoa. Conseguiu se aproximar de forma a tê-la no seu campo visual, mas se manteve distante.

- Deve ser algum dos conselheiros - Pensou o Guerreiro.

O Gigante não conseguiu reconhecer a pessoa, pois estava usando uma capa e um capus. Essa pessoa entrou na porta que levava a um dos corredores que levavam à sala de recepção Real (onde o Rei costumava receber suas visitas). O Gigante ao ver isso ficou confuso, pois a porta da cozinha era no sentido contrário. Então pensou:

- "Ou eu li errado ou o sujeito que vi não tem nada a ver com um dos conselheiros."

E verificando mais uma vez o bilhete ele se certifica que o local do encontro é a cozinha. Nem precisa dizer qual das portas um bom e velho processo escolheu, não é? Ao entrar na cozinha, não vê ninguém, nem mesmo os funcionários reais. Indignado consigo mesmo ele pensa:

- "Droga! Deveria ter pegado a outra porta! Quem manda ser certinho demais?! Será que dá tempo de não perder aquela pessoa de vista? Só se eu correr.".

Então o Guerreiro começou a correr com a missão de não perder aquela pessoa de vista, pois agora a suspeita de que aquela pessoa fosse um dos conselheiros aumentou em 73,92%. Então ele correu o mais rápido que podia. Até que ele conseguiu ver a pessoa novamente, mas ele já fazia tanto barulho com suas passadas pesadas que a pessoa misteriosa começou a correr também. A perseguição prosseguiu até que chegaram à sala de recepção Real, onde o Gigante Guerreiro Processo foi freando por uma enorme rede com pesos nas pontas que caiu do teto.

- O que significa isso?! - Exclama o Processo furiosamente.
- Já ouviu falar de Honeypot, meu caro?! - Fala o Rei se despindo da capa e do capus, à medida que seus conselheiros vão cercando o Processo.

Exatamente: uma armadilha. O Rei e os seus conselheiros armaram uma armadilha para o Gigante. O Processo se agita, se sacode, mas não consegue se libertar da rede, até que cansado ele desiste de se debater. Nesse momento o Rei se aproxima dele e eis que o espanto vem:

- O QUE? NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! – Chora copiosamente, o Processo, por conta da decepção que chegara aos seus olhos.

O Processo chora de dor no coração ao ver que o Rei estava com os ouvidos no devido lugar e não mais no nariz como estavam antes, bem como usando um cabelo rastafari.

- Isso mesmo Sir Processo. - O Rei continua o seu discusso de vitória - Eu estou consertado. Até que enfim esses trapalhões fizeram uma coisa que prestasse.
- Duvido que o senhor Rei esteja 100% consertado. - Ainda com lágrimas, o Processo lamenta.
- Basta olhar pra mim, e vai ver que estou normal.
- Eu não acredito! - Duvida veementemente o Gigante.
- Sabe de uma coisa? Depois desse tempo que estivemos com o senhor, Sir Processo, e depois de todo o trabalho que o senhor nos obrigou a fazer, nós aprendemos uma lição bastante importante.
- Suponho que tenham aprendido que não conseguem viver sem mim.
- Não, Sir Processo! Definitivamente não foi isso!
- E o que foi então, Alteza?
- Aprendemos que...
- Processo bom é aquele que come na nossa mão - Começa o primeiro.
- Processo bom é aquele que ajuda, e não aquele atrapalha. - Esse foi o segundo.
- Processo bom é aquele que entra mudo e sai calado. Aliás, até calado já tá errado. - O terceiro tava com uma raiva danada.
- Processo bom é aquele que guia, e não aprisiona. - Ajuda nos elogios o quarto.
- Processo bom é aquele que é transparente, e não aquele que aparece inconvenientemente em todo lugar. - Agora é a vez do quinto.
- Processo bom é aquele que obedece, e não aquele que manda. - Vez do sexto.
- Processo bom é aquele que serve, e não aquele que é servido. - Falou o sétimo.
- Processo bom é aquele que acompanha a equipe, e não aquele que faz a equipe acompanhar ele. - Falou o oitavo.
- Processo bom é aquele que junta, e não aquele que espalha. - E agora o nono.
- Processo bom é aquele que é útil, e não aquele que não serve pra nada. - Deixa sua marca o décimo.
- E quer sabe por que você não me pegou na corrida? - Finaliza o Rei com o ciclo de adjetivos. - Porque o senhor é PESADO, Sir Processo, o senhor é PESADO.

O Gigante tenta mais uma vez lutar para se livrar da rede, mas não tem sucesso. E já bastante cansado ele pergunta:

- Como deu tempo de vocês me prepararem essa armadilha? Eu vi o bilhete ontem, e hoje vocês já estavam com tudo pronto, foi muito rápido para um dia só.

O Rei respondeu:

- Simples. Primeiro é que não foi somente um dia, mas 10, pois cada conselheiro foi avisado com o bilhete; segundo é que nós não tínhamos só um bilhete, mas 2. Na última vez que fui à sala do blá blá blá, eu deixei dois bilhetes com o oitavo, que foi passando para todos os outros até chegar no primeiro, que entendeu o recado e deixou a isca para o senhor pegar. Primeiro, por favor, leia o segundo bilhete para o Processo.
- Não tá comigo, não! Eu acho que dei de volta pro segundo.
- Pra mim? Foi aquele papelzinho branco?
- Sim!
- Ou foi o azul?
- Não, o branco!
- Tem certeza?
- Quase 100%.
- Então eu acho que devolvi pro terceiro.
- Eu não peguei em nada! Eu lembro que você passou um papel azul pro quarto!
- Consegue ver que eles não são muito bons com documentos, Alteza? - Coloca o Rei na parede, o Processo.
- Calado! - Defende os seus, o Rei.
- Ahhhhh! Achei! Estava comigo mesmo. - Fala o primeiro todo desconsertado.
- Ai ai ai ai ai!!! Pois bem... Leia.

E o segundo bilhete dizia assim:

"Caros conselheiros,

Nesse bilhete segue o nosso plano para nos livrarmos de vez desse Gigante metido. Repassem esses dois bilhetes, até que todos tomem conhecimento, entretanto o Processo não pode de forma alguma ter conhecimento desse segundo bilhete. Depois que todos tiverem conhecimento do plano, o último vai deixar cair propositalmente no chão da sala o primeiro bilhete, de forma que o Guerreiro imagine que estamos tramando contra ele e ele queira tramar contra nós.

No dia seguinte (como fala no primeiro bilhete) vocês vão sair da sala e vão se dirigir para a sala de recepção Real, e vão segurar a rede até que o Processo venha. E como ele vai vir? Fácil! Eu vou passar disfarçado perto dele e da cozinha. E farei com que ele me siga. Não corro risco, pois acho que ele não vai me seguir até o corredor que dá para a sala de recepção Real, porque ele é muito arrow-mind que só porque leu cozinha, ele vai entrar na cozinha; mas supondo que eu esteja errado e ele me siga, sem problemas. Ele é tão PESADO que não terá pique para me alcançar.

Ass: Fonte"

- Bingo! - Celebra o Rei - Aqui estamos nós com o plano todo executado. Aliás quase todo.
- Como assim "quase todo"? Não me pegaram já? - Sem entender, o Processo pergunta.
- Nós te pegamos. - Responde o Rei - Falta agora te prender.
- O QUE?

E nesse mesmo instante as mãos e pés do Gigante foram presas por correntes a uma máquina enorme.

- Vocês não podem fazer isso! - Se debate e grita, o Processo.
- Já estou fazendo. O senhor será levado para uma de nossas mais seguras masmorras. Lá o senhor viverá para sempre como um consultor para nossas dúvidas. Nada mais que isso. Não dará uma ordem a mais, só obedecerá.
- Vocês ainda vão se arrepender disso o que estão fazendo. - Expressa sua indignação, o Processo.
- Veja! Nesse período de organização do plano, meus conselheiros fizeram o trabalho deles num tempo bem menor do que fariam se fossem seguir suas ordens. Foi super simples essa alteração. Em pouco tempo eles a terminaram. Tudo porque o senhor os obrigava a escrever zilhões de documentos que nem eles, nem eu, nem o deus, nem ninguém vai ler.

Nesse momento, correntes enormes e super-resistentes são presas às mãos e pés do Gigante, o qual sem forças não resiste à prisão.

- Agora Sir Processo, o senhor vai ficar preso e somente obedecerá nossas ordens, servirá também como consultor do que devemos fazer para melhorar nossos resultados e assim agradar ao deus; entretanto não mais que isso: ficará preso dando-nos instruções do que precisa ser feito, mas nós é quem vamos discernir se o que o senhor nos propõe é bom ou não.
- Vocês não perdem por esperar! - Suspira o Guerreiro.
- O QUE?! - Se zanga o Rei. – Levem-no logo daqui. Não quero vê-lo mais por um bom tempo. E lembrem-se de remover suas armas.

Então o Processo ficou calado e não respondeu mais nada ao Rei. Até que, acorrentado, foi levado para a masmorra.

No dia seguinte, o Rei e seus conselheiros marcaram uma reunião extraordinária com o deus, para mostrar os resultados obtidos pelo grupo.

- Vocês fizeram um bom trabalho, pessoal. – Sobe à cabeça de todos os elogios do deus. – Mas onde está aquele grandalhão da última reunião?
- Não está mais entre nós. – Responde o Rei.
- Morreu?!
- Não! Ele está, mas não está entre nós.
- Como assim?!
- Bem... Eu acho que isso é irrelevante para o senhor, não é mesmo?
- É! Nevermind! Bem, até a próxima reunião daqui a 15 dias.

O deus desapareceu como de costume, e todos se foram. E todos viveram felizes para sempre. Aliás, nem todos, pois logo após todos deixarem a sala de reuniões Real, o Rei percebeu que caiu um punhado dos seus dreadlocks (cabelo rastafari) e pergunta a si mesmo:

- O que significa isso? O que houve de errado?!

The End!