segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

As preocupações me perseguem


A história a seguir é divertida, mas bem atual na vida de muitos. O seu desfecho é a minha sugestão para vencer as preocupações que caminham do nosso lado 24 horas por dia. O texto parece longo, mas é rápido de ler, pois tem muito diálogo curto.

Se você tem muita preocupação na cabeça, vale à pena conferir essa história.

Enfim, segue a história:

O cara está trancado no seu quarto lendo a Bíblia e encontra a passagem de São Paulo aos Filipenses, Capítulo 4, do Versículo 6 ao 8, que diz assim:

Não vos inquieteis com nada! Em todas as cincustâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus. Além disto, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar os vossos pensamentos.

E pensa consigo mesmo (com aquele ar de “a ficha caiu”):

- Caramba! Devo apresentar a Deus minha preocupações através da oração, súplica e ação de graças, e a paz de Deus vai guardar meu coração e meus pensamentos! E tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, boa fama, virtuoso e louvável é o que deve ficar no lugar das preocupações. Já sei o que vou fazer.

Enquanto isso do outro lado da porta estão todas as preocupações desse cara (todas elas personificadas) com os ouvidos e olhos colados na porta. E elas comentam entre si:

- Ele ainda tá falando?
- Acho que não. Não ouço nada.
- Será que ele vai demorar pra sair daí? Tenho que lembrá-lo de alguns probleminhas da Vida dele.

Nesse momento o cara fecha a Bíblia e se dirige à porta do quarto. Eis que uma das preocupações (que estava olhando por debaixo da porta diz):

- Silêncio! Acho que ele está vindo! Tô vendo os pés dele vindo na direção da porta.
- Tem certeza que são os pés dele? Da outra vez você disse a mesma coisa, mas na verdade eram os pés do robô “Faz tudo da Estrela” que ele ganhou no…

Ainda falava essa “preocupação” quando o cara abre a porta. Resultado: todas as suas preocupações caem nos seus pés.

- Vocês de novo?! - Esbraveja o cara. - Deixem me em paz.

Então foram aos poucos se levantando e as preocupações começaram com o falatório:

- Eu tô querendo te ajudar a você não perder seu emprego, e você me trata assim? - Sente-se ferida a preocupação com o Trabalho. E continuou: - Você tem que me ajudar a te ajudar, entendeu?
- Não entendi nada! - Responde o cara.
- Essa nem eu entendi. - Comenta a preocupação com a Saúde.
- Saiam da minha frente, que eu preciso sair! - Fala o cara, abrindo caminho com as mãos.

E caminhando, ele continua ouvindo as preocupações seguindo seus passos:

- Mas onde você vai? Tem muitos perigos aí do lado de fora. - Falou a preocupação com a Vida. - Muitos assaltos, muita morte. É melhor você ficar em casa!
- A preocupação com a vida está certa. Como vai ser a vida da sua família (esposa e filhos) se acontecer algo de ruim com você? - Pergunta a preocupação com o Futuro.
- Ai ai ai ai ai! Se você for demitido por chegar atrasado no trabalho mais uma vez, como você vai se sustentar? - Agora a preocupação com o Dinheiro se desespera. - Como você vai sustentar sua família?
- Aproveito a “deixa” (o gancho) da preocupação com o Dinheiro pra perguntar como você vai comprar remédios para sua mãe que está no hospital? - Foi a vez da preocupação com a Saúde. - E como vai pagar as parcelas atrasadas do Plano de Saúde.
- Pera aí, pessoal. - Falou a preocupação com a Auto Imagem. - Vocês não estão vendo que estão tirando o foco da vida do cara?

As outras preocupações baixam a cabeça como sinal de vergonha, e ouvem a preocupação com a Auto Imagem continuar seu discusso.

- Desse jeito ele não vai ter tempo nem pra malhar pra perder esses pneus aí. Cara, você tá parecendo o bonequinho dos pneus Michelin. Se continuar nesse ritmo, sua esposa vai te deixar, vai ficar cansado com o peso, por consequência você não vai conseguir produzir da mesma forma que produzia antes, daí você vai ser demitido, e vai acontecer o que as outras preocupações estavam falando até agora. Você tem que manter o foco na sua Auto Imagem.

Então todas as outras preocupações perceberam que a Auto Imagem estava querendo ganhar o cara, e voltaram à discussão.

- Tempo é mais importante, pois não sabemos o que será do nosso Futuro.
- Quero ver você passar o tempo sem Dinheiro. Num instante você morre.
- Quero ver dinheiro sem Trabalho.
- Pra que dinheiro? Pra chamar o ladrão para tirar a sua Vida? Até prestes a morrer o dinheiro não pode fazer nada.
- Por isso tem que tomar cuidado com a Saúde desde hoje.
- E cuidado também com a Auto Imagem, pra garantir que isso tudo aí que vocês disseram não vai acontecer.

O cara não aguenta e grita:

- CALEM-SE! Vocês falam demais e não deixam que em meus pensamentos aja tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, boa fama, virtuoso e louvável. Vocês fazem muito barulho na minha cabeça, de forma que eu não consigo ouvir nem a mim mesmo. Hoje vou dar um jeito em vocês todos.
- Como assim um jeito? - Questiona, a preocupação coma Vida.
- Nós só queremos ficar em Paz, sabendo que você está tomando conta da gente. - Falou a preocupação com o Futuro.
- E tendo tudo resolvido, você também fica am Paz, cara. - Se justifica a preocupação com a Auto Imagem.
- Até parece! Toda vez que eu olho pra vocês, vocês só ficam mais agitadas. Pois bem, todos nós precisamos de Paz. Descobri um jeito de trazer Paz para vocês e para mim. - Fala o cara.
- E como é? - Pergunta a preocupação com a Saúde.
- Eu aposto que tem dinheiro na jogada. - Se mete na conversa a preocupação com o Dinheiro - Só o dinheiro pra trazer a Paz.
- Cala a boca! - Exclama a preocupação com o Trabalho. - Deixa o cara mostrar primeiro pra depois você falar.
- Silêncio. Estamos chegando! - Fala o cara.

Assim todos eles vão se aproximando de uma Igreja.

O cara diz a todos eles:

- Fiquem aqui e só entrem quando eu mandar. E de uma por uma.
- OK! - Responderam as preocupações.

O cara entra na Igreja, aproxima-se do Santíssimo (Jesus Eucarístico), ajoelha-se diante dele, faz o Sinal da Cruz, respira fundo e começa a seguinte oração:

- Até hoje, Senhor, não sabia o que fazer com minhas preocupações, mas hoje quando li Fl 4, 6 - 8 descobri o que fazer para me livrar delas e alcançar a Paz. Por isso quero, por essa oração, te entregar meu Trabalho e seus stresses, os riscos que minha Vida corre, os problemas de Saúde da minha mãe, bem como a Saúde do meu corpo também, a falta de Dinheiro, os maus pensamentos a respeito do Futuro, e falsa vontade de agradar aos outros com medo que minha Imagem fique queimada diante deles.

E foi chamando uma por uma para se chegarem diante do Senhor, a começar pela preocupação com o Trabalho.

Chegando ela diante do Senhor, permanaceu de pé e totalmente relaxada. O cara olha pra ela (de baixo para cima) e pergunta:

- Você tem algum problema no joelho?
- Não!
- Tá cansada?
- Não!
- Então se ajoelhe!
- Por quê?
- Sabem quem está aqui na minha frente?
- Não!
- Jesus Cristo, Reis dos Reis e Senhor dos Senhores.
- Caramba! Sério?! Isso tudinho aí dentro dessa caixinha?
- Sim.
- Claro! Claro! - E se ajoelhando continua - Mas me diga uma coisa.
- Pois não.
- Ele pode te ajudar com os problemas no Trabalho? Tipo assim: resolver, superar.
- Pode. Ele pode tudo.
- Então por mim tá valendo. - E hesitando pergunta novamente: - Ele pode tudo, tudo, tudo mesmo?
- Pode.
- Então Jesus, eu vou ficar com o Senhor aí dentro. Pode ser?

Então aparecem duas mãos de dentro (pode ser de lado também) do Santíssimo fazendo sinal de chamado, como se estivesse dizendo: “Vem!” A preocupação com o Trabalho se levantou e andou na direção do Santíssimo e sumiu.

E o cara olha pra Jesus e diz:

- Obrigado, Jesus, pois sei que o Senhor vai tomar conta e me ajudar a superar todos os problemas que me aparecerem.

Nesse instante todas as outras preocupações que ficaram do lado de fora ficaram com medo, e nenhuma delas queria entrar mais. Ficavam empurrando umas às outras para entrar. E diziam entre si:

- Vai você!
- Eu não, vai você!
- Eu não, vai tu só!
- Eu só vou se você for!
- E eu só vou se você for!

Então o cara chamou todas as outras preocupações uma por uma, e o mesmo ritual que aconteceu com a preocupação com o Trabalho, aconteceu com as outras preocupações.

À cada preocupação que ia embora, seu coração ficava mais leve. E antes de ir embora agradeceu a Jesus dizendo um LEVE, PACÍFICO e PROFUNDO:

- “Muito Obrigado, Senhor”!

Sim! Verdadeiramente esse cara saiu daquela Igreja com o Sorriso de Deus nos lábios e no coração.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Síndrome de (1 / Peter Pan)


O Dr. Dan Kiley escreveu em 1983 um livro chamado The Peter Pan Syndrome: Men Who Have Never Grown Up, ou seja, Síndrome de Peter Pan: Homens que nunca cresceram. O livro fala que muitos homens têm problemas ao lidarem com responsabilidade, e, em virtude disso, comportam-se como crianças.

Mas esse post é para falar da recém criada (right now) Síndrome do Inverso de Peter Pan. É a síndrome que ataca aquelas pessoas que se tornaram adultas e não conseguem mais voltar a ser crianças, pois seus corações já não as permitem sentir as mesmas sensações que uma criança sente, como: medo, insegurança, vontade de chorar; e outras como: conforto por ter um pai e uma mãe. Longe de mim comparar essas duas síndromes. Até porque a primeira foi só o gancho para essa que eu acabei de criar.

Muitas pessoas crescem e se tornam adultas que não são capazes de expor seus sentimentos. Elas não conseguem dizer para outro adulto que estão com medo.

- Medo de quê?

Isso é o que diria outro adulto para ele (o medroso). Ora, medo do desconhecido, do novo. Quem sofre dessa síndrome, depois que chega à fase adulta, não consegue mais assumir que não sabe de algo, que não é tão corajoso o quanto se mostra ser, que não é um poço de seguranças e, que às vezes sente voltade de chorar. Nessa fase o adulto já esqueceu dos braços do pai e da mãe.

Aprendamos que, todos os dias, novos desafios nos são dados e que não há mal algum em sentir medo e dizer que não sabemos resolver os problemas, pois nunca nos deparamos com eles até o presente momento. Ora, se você nunca se deparou com esse problema ou desafio, você não sabe resolvê-lo de imediato. Você vai por indução, pelo tato, pelos histórico de problemas parecidos que você resolveu no passado, mas a solução de imediato, na lata, você não tem.

Tudo isso para dizer que somos sempre crianças, pois sempre temos algo novo para conhecer. E como o desconhecido às vezes causa medo, sentiremos medo sempre. Mas existe uma diferença entre a eterna criança e o adulto portador da síndrome: a criança encara as novidades com confiança nos pais, enquanto o adulto não assume que não sabe ou que tem medo e fica (mesmo sem saber ou com medo) travado na resolução do problema. Não digo que ele não consiga resolver o problema depois, mas vai gerar muito mais desconforto nos que o rodeiam e vai gerar muito mais confusão do que a criança que sabe que os pais estão ali para ajudá-la nessas horas.

Termino dizendo que onde você estiver: casa, escola, universidade, trabalho, festa, ... não seja um adulto com essa síndrome, mas seja uma eterna criança que confia em Deus para ajudá-lo a superar seus próprios limites. E não se preocupe, essa criança não tem nada a ver com o Peter Pan do Dr. Dan Kiley do começo do texto.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Orgulho no trabalho


Tem gente que é tão orgulhosa que não consegue servir ninguém, pois se sente o besta, o otário, o leso, o submisso, o sem autonomia, o inferior. Mas tem gente que é tão orgulhosa, mas tão orgulhosa, que não consegue ser servida por alguém (considerada) "inferior" a ela.

Agora levemos essas pessoas para o ambiente de trabalho. Aquele que não consegue servir afeta o trabalho dos outros, pois não entende que o conhecimento que ele tem pode ajudar o outro a resolver os seus problemas. A pró-atividade desse sujeito é toda voltada para ele. Ou seja, o cidadão faz questão de se tornar uma ilha dentro da empresa.

A outra figura, o do que não sabe ser servido por "seres inferiores", está criando uma barreira para o conhecimento de outras pessoas chegar até ele. Como ele as considera "seres inferiores", imagina que não pode vir nada de bom deles. E os que são vistos como "inferiores" não ganham espaço para mostrarem que não são. Não é possível que sejamos melhor em tudo que os outros. Sempre tem alguém, até mesmo um "inferior", que tem algo melhor que nós, e nisso precisamos aprender com eles. A área de inteligências múltiplas têm mostrado que existem vários tipos de inteligências.

É nesse momento em que a pessoa começa a se desfazer do orgulho e vai dando lugar para a humildade, e assim começa a enxergar todos sem distinção. Para aquele que deixou a humildade render o orgulho, ninguém é melhor que ninguém e todos são iguais.

Um orgulhoso não consegue ajudar ninguém nos seus problemas diários do trabalho. O outro orgulho acha que seus problemas laborais são impossíveis de serem resolvidos por pessoas rotuladas como fracas. O humilde quando é ajudado, aprende e resolve seus problemas mais rápido, pois o quanto antes já está trocando idéias; e quando ele ajuda, reforça o conhecimento que já tem, e propaga o conhecimento para outros.

Todo mundo enfrenta problemas no trabalho. Felizes os que entendem que podem encontrar respostas para esses problemas nos outros.

[]'s
Emerson de Lira Espínola
 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Não tem quem me explique

É cada uma que aparece por aí, que a gente não sabe se ri ou se chora.

O jornalista americano A.J. Jacobs, agnóstico, fez uma lista de 72 páginas com mais de 700 regras, do Gênesis ao Apocalipse, de como o homem deve viver. Jacobs decidiu que passaria um ano vivendo de acordo com os preceitos bíblicos, interpretando sozinho as escrituras. O resultado disso ele colocou no livro "The Year of Living Biblically" ou “O ano em que vivi Biblicamente”. É uma notícia antiga essa. Já tinha ouvido falar, mas hoje foi quando a li na íntegra. Um ponto a ressaltar é que a notícia é da Superinteressante, então temos que dar um desconto grande para as palavras que estão escritas lá.

Mas o que quero ressaltar aqui é a leitura ao pé da letra da Bíblia, que a notícia quer focar. Li toda a notícia, e gostei da conclusão de que não se deve ler a Sagrada Escritura ao pé da letra, até porque tem livros que foram escritos há 3 ou 4 mil anos antes de Cristo. Só pode ser brincadeira o cara ler ao pé da letra hoje. Se na época de Jesus já não se podia ler ao pé da letra, imagine hoje. Tem posts meus, aqui nesse blog, que usam a linguagem de hoje, mas mesmo assim não podem ser lidos ao pé da letra, pois fiz questão de escrever com símbolos, imagina algo escrito há 5 mil anos atrás, em outro contexto e época?

Podemos ver isso em At 8, 30 - 31: "Filipe aproximou-se e ouviu que o eunuco lia o profeta Isaías, e perguntou-lhe: Porventura entendes o que estás lendo? Respondeu-lhe: Como é que posso, se não há alguém que mo explique? E rogou a Filipe que subisse e se sentasse junto dele". Ou ainda na carta de Pedro em II Pe 3, 16 quando ele fala dos escritos de São Paulo: "Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras". E continua explicando como devemos fazer nos versículos 17 e 18: "Vós, pois, caríssimos, advertidos de antemão, tomai cuidado para que não caiais da vossa firmeza, levados pelo erro destes homens ímpios. Mas crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele a glória agora e eternamente". Devemos sempre lembrar o que Pedro falou em II Pe 1, 20: "Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal".

Só um detalhe que achei que foi mal colocado na notícia foi quando o autor fala que os cristãos ignoram muito do antigo testamento. Pelo menos os católicos não ignoram o antigo testamento, pois o antigo testamento explica e prepara para a vinda de Jeus. Nós dizemos que o antigo testamento deu ao novo testamento o seu lugar, mas não ignoramos ele. Até porque muita coisa que Jesus fala só entendemos depois que lemos o antigo testamento. Um exemplo simples é quando Jesus tá na cruz e fala: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?", o entendimento disso sozinho é uma coisa, mas quando lemos o Salmo 21, que foi escrito há uma porrada de anos antes de Jesus, entendemos outra coisa desse momento de Jesus na Cruz.

Agora o tal do Jacob foi mala. Não era pra ter interpretação do rabino lá, não. Num era pra ser ao pé da letra? Deu uma escapada da mutilação da mulher e da dele também, pois no que tange aos pecados dele, ele deveria arrancar o olho ou cortar a mão. Quando o negócio apertou, num instante veio a interpretação, né? Bonito demais. :)

Pelo menos o cara conclui dizendo que a Bíblia mudou a vida dele. :)

Por fim, repito o que sempre digo: A gente só ama aquilo o que a gente conhece. Não dá pra amar o que a gente não conhece. Aí complica!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A fama da morte

Não sei de onde vem essa idéia do ser humano ser valorizado depois da morte. Talvez seja a vontade do homem de eternizar as coisas e as pessoas. Talvez seja saudade do Eterno.

Mas enfim, Biografia de Steve Jobs (que ainda vai chegar em Novembro nos EUA) teve aumento de 42.000% nas vendas. O que leva um livro sair da posição 424 para a posição 1, na maior loja online do mundo, a Amazon? Do dia pra a noite: POW. Steve Jobs estava doente, isso todos sabem, mas bastou ele fechar os olhos para esse mundo que o livro de Walter Isaacson sofreu uma alteração mais que exponencial de solicitações de compras por parte de amantes, curiosos, críticos da figura de Steve. Link da notícia aqui.

Aconteceu isso também com Michael Jackson, que tinha músicas ainda não gravadas. Ayrton Senna também não ficou de fora. Bastou ele morrer no acidente que era capacete pra cá, livros pra lá, ... Sem mencionar das histórias de pintores que ficaram famosos depois de suas mortes.

Fico me questoinando se esse comportamento súbto de exaltação às pessoas que morreram é algo salutar ou não. Se por um lado o legado dessa pessoa é algo bom para os que ficam por aqui, por outro lado passa a idéia de que para ser famoso é preciso morrer. Aquelas almas carentes de amor e que buscam, sem perceber, se alimentar de fama e sucesso, ao invés do amor, podem receber a mensagem de que na hora em que elas morrerem, sua alma será preenchida com essa necessidade.

No caso daquele jovem que entrou na escola do Rio de Janeiro e atirou nas crianças e depois se matou, uma psicóloga falava que de tanto a imprensa focar no assassino, a mensagem que poderia passar para essas pessoas era a de "seu eu quero chamar a atenção então eu faço isso". E ela chamava a imprensa a focar nos policiais que acertaram o jovem. Não consegui achar o vídeo dessa psicóloga falando, mas se alguém achar, pode postar aqui.

Eu sei que são dois casos diferentes, mas minha questão não é sobre os casos em si, mas como as pessoas se comportam diante desses casos.

Enfim, não sei o que tem de ruim e de bom nesse comportamento, os pscólogos amigos me ajudem a responder, mas posso dizer que um comportamento interessante seria o de valorizar quem nós temos desde agora. Isso não impede de continuar dando valor depois da morte, mas comecemos agora. Se você tem alguém: pai, mãe, irmãos, parentes, namorada, noiva, esposa, amigos, colegas, ...; busque valorizar o que essa pessoa É para você, e não o que ela TEM ou FEZ para você. Diga pra ela que ela tem valor pra você, valorize-a, e não espere a irmã morte vir dar seu abraço acolhedor nessa pessoa, para só assim você reconhecer o valor que essa pessoa tem.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Você é influenciável, sim!

Ao som de Cidade Negra (Fique sentado na frente da TV. Não faça força pra tentar entender. A intenção é esconder de você o que é fácil de ver) e de Titãs (A Televisão me deixou burro, muito burro demais) começo esse post com uma frase que já ouvi bastante por aí na rede: "A televisão não me influencia em nada".

Há muito tempo falo que: "Onde formos, seremos influenciados positiva ou negativamente". Rapaz, enquanto seu corpo estiver recebendo estímulos do mundo (seja acordado, seja dormindo), você está sendo influenciado positiva ou negativamente.

Certa vez, numa lista de comentários sobre um jogo, alguém disse que não era um jogo violento que iria fazer dele uma pessoa violenta. Não necessariamente, isso vai depender de como ele vai reagir aos estímulos, às influências, que o jogo vai promover nele. Mas que o jogo, a televisão, o trânsito, o computador, gadgets, uma praia bonita, religião, uma mulher bonita, uma mulher feia, um barulho alto, uma bela música, um perfume forte, um perfume fraco, um filé à parmegiana, ..., tudo influencia o ser humano. Recebeu estímulo, recebeu influência. Agora o que fazer, como reagir, a esse estímulo, aí é outra história. Vou comungar ou não com o estímulo?

Novamente reforço, a influência pode ser positiva ou negativa.

Ah! Você é um cara de TI e vem falar de influência, televisão, cérebro, e essas coisas? Dá um tempo!

Tá bom, vou calar-me e dar espaço ao psiquiatra Ian Cook chefe da pesquisa "Regional brain activation with advertising images", que diz que "Os resultados mostram que alguns publicitários, em vez de persuadir, querem seduzir os consumidores a comprar os produtos". Enfim, dá uma lida na notícia "Propagandas podem seduzir o cérebro, diz estudo" que menciona esse estudo e se quiser dar uma espiada na pesquisa do dr. Cook, você acha fácil no Google.

Terminei o texto agora e tô pensando num título que chame sua atenção, e não tenho dúvidas de que muitos chegarão a esse texto por influência do título: pronto, influenciei alguém. ;)

[]'s
Emerson de Lira Espínola
 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Apascenta as minhas ovelhas

Certa vez sofri uma pequena perseguição religiosa. Digo que foi pequena por compará-la com as grandes perseguições que a Igreja sofre nesse mundo. Mas o fato é que fiquei extremamente chateado com algumas pessoas de cabeça fechada (como eu as chamava) e que procuravam mais falar mal do que conhecer a Igreja e sua história.

Estava bem chateado com essas pessoas, por ver tremenda ignorância da parte delas. Pensava comigo em dar uma resposta daquelas que derruba até avião, mas imediatamente me vinha à mente as palavras do Senhor dizendo: "Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer" (Mt 10, 19). Me indignava cada vez mais com a ignorância religiosa delas. Argumentos que pareciam ser os melhores do mundo para eles, mas para mim eram os mais ignorantes possíveis. Pensava comigo: "Como alguém já nessa idade consegue ser tão ignorante nesse assunto? Hoje com tantas possibilidades para aprender, como alguém se comportar como aquelas da época em que nem havia livro?". Mas me vinha à mente as palavras de Tiago e João: "Senhor, queres que mandemos que desça fogo do céu e os consuma?" (Lc 9, 54) e em seguida as palavras do Senhor dizendo: "Jesus voltou-se e repreendeu-os severamente. Não sabeis de que espírito sois animados." (Lc 9, 55). Fiquei sem saída, pois não conseguia entender porque o Senhor deixava essas coisas acontecerem. O orgulho de estar com Jesus e não ser recebido na "cidade" (coração deles) me subiu à cabeça de forma que me sentia como Tiago e João: melhor que eles.

Até que fui participar do Cerco de Jericó que a Comunidade Católica Nova Berith (da qual faço parte) estava realizando nos dias 5 a 11 de Agosto de 2011. Fui, mas não levei comigo essa chateação e raiva, pois tinha deixado tudo no ralo do chuveiro em casa, diante do Senhor. Fui com o foco no Cerco. Ao chegar o momento de partilhar alguma palavra, visualização, sentimento, ..., falei o seguinte: "Gostaria de partilhar algo que senti para mim, embora sirva para a Comunidade toda, mas senti especificamente para mim. Senti Deus me dando uma graça de quebrar meu orgulho, pois o momento em que estou vivendo hoje o orgulho se levantou". Pronto. Só falei isso. Nenhum dos que estavam ali sabiam do que se passava comigo. Aliás, só minha esposa que estava em casa dormindo é que sabia. Foi quando um dos irmãos que estava lá falou: "Emerson, enquanto você partilhava, eu sentia uma palavra de Deus para você. Ele dizia 'Apascenta as minhas ovelhas'. Algo para você evangelizar com muita calma e paz. Não sei se isso tem algo a ver com o que você partilhou, mas foi isso o que senti". Simplesmente respondi: "Tem tudo a ver, irmão". Diga-se de passagem, essa palavra já me foi dita outras vezes na minha vida, sobretudo no que tange ao ambiente familiar.

E naquele momento aproveitei o silêncio oportuno para experimentar o Amor de Deus por mim e por esses que me perseguiam. Apascentar significa alimentar. E mergulhei no saboroso Amor de Deus que me pedia para alimentar aqueles que têm fome. Me perseguiam por que tinham fome. E mais, teria que os alimentar com calma e paz. Nada de raiva nem de orgulho. Essa é a resposta de Deus à violência: o Amor. "Senhor, quer que eu peça que caia fogo do céu pra queimá-los todos? Para queimar todos os que não te aceitam como Salvador e Senhor? (Como se um dia eu nunca estivesse do lado deles)". E a resposta do Senhor é: "Apascenta as minhas ovelhas com calma e paz".

Se você estiver em alguma situação parecida, se tem alguém perto de você que está te fazendo algum mal, seja por palavras, seja por atitudes, desejo-te essa mesma graça que recebi de Deus. A graça de quebrar o orgulho e de alimentar as suas ovelhas. E se você não consegue essa disposição no coração, peça a Deus, pois a graça é Dele, a graça é Ele quem dá, não é mérito nosso esse tipo de coisa, não é mérito meu nem seu, mas é mérito de Deus que dá a graça SUFICIENTE para seu coração começar a bater com calma e paz, e estar disposto a alimentar essas ovelhas que O faz correr diariamente nos montes da perdição. Tudo o que você precisa fazer é dizer SIM à graça, o resto é com Deus.

Espero a partir de hoje não mais chamá-las de cabeça fechada, mas, sim, de ovelhas.

Peça um coração de pastor. Peça o coração do Bom Pastor.

"Dá-me um coração igual ao Teu, meu Mestre.
Dá-me um coração igual ao Teu.
Coração disposto a obedecer, cumprir todo Teu querer.
Dá-me um coração igual ao Teu
".

Boas orações.

Emerson de Lira Espínola